A renovação promovida pelas urnas na eleição de 2026 não impediu que um velho traço da política fluminense permanecesse em evidência: a força das famílias. Entre os 70 deputados estaduais eleitos para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e os 46 que representarão o estado na Câmara dos Deputados, há irmãos, filhos, cônjuges e primos de políticos conhecidos.
Em alguns casos, os laços unem diferentes gerações; em outros, colocam parentes em diferentes esferas de poder. APURAÇÃO: Veja quais foram os deputados estaduais eleitos
Interrupção: Governo do Rio suspende descontos de consignados do Banco Master e Credcesta Na Alerj, um dos casos mais evidentes é o dos irmãos Douglas Ruas e Nelsinho Ruas.
Douglas, presidente da Casa e candidato ao governo do Rio, deixa a cadeira de deputado estadual, enquanto Nelsinho garantiu uma vaga na Assembleia. Outro núcleo familiar que ganhou espaço é o dos Poubel: Fillipe Poubel, atual líder do PL na Alerj e eleito deputado federal, deixa um herdeiro político no Legislativo.
Seu filho, Poubel Filho (PL), foi eleito deputado estadual. Em Niterói, a nova legislatura terá Fernanda Neves (PDT), mulher do prefeito Rodrigo Neves.
A eleição mantém a influência do grupo político do prefeito na política estadual. Já em Maricá, Allyson Elias (PT), filho de Aldair Nunes Elias, o Aldair de Linda, vereador e presidente da Câmara Municipal, amplia a presença da família no Legislativo.
Investigação: Bando de Rabicó, chefe do tráfico no Salgueiro, em São Gonçalo, movimenta R$ 453 milhões em 4 anos A política de Magé também terá representantes de uma família que há décadas ocupa espaço no município.
Vinícius Cozzolino (PSD) foi reeleito deputado estadual, enquanto seu primo Renato Cozzolino (PP) conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados. Renato é neto de Renato Cozzolino, que foi prefeito de Magé no fim dos anos 1980.
Ao longo das décadas, outros cinco integrantes da família também ocuparam a prefeitura. Em Cabo Frio, Doutora Gabriela Azevedo (PL) chega à Alerj como mulher do prefeito do município da Região dos Lagos, Dr.
Serginho. Ela foi uma das dez candidaturas mais votadas para o Legislativo estadual, com 96.267 votos.
Preservação da memória: Arquivo Nacional e Museu da Imagem e do Som fazem campanhas para receber aparelhos de videocassete e filmes em DVD Outro nome associado a uma família política é Rafael Picciani (União), filho do ex-presidente da Alerj Jorge Picciani.
Ele volta ao Legislativo estadual depois de uma trajetória marcada pela atuação política da família no Rio. Há ainda parentescos que passam por diferentes grupos partidários.
Claudio Caiado (PSD) é irmão de Carlo Caiado, presidente da Câmara Municipal do Rio. Felipe Pampolha (PP) é primo de Thiago Pampolha, ex-deputado estadual, ex vice-governador e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).
No PSDB, Léo Vieira Filho carrega no próprio nome a identificação com a família: é filho do prefeito de São João de Meriti. Já Daniel Marques (PL) é primo de Daniella Marques, economista que presidiu a Caixa Econômica Federal.
Audiência de custódia: Advogada acusada de desviar dinheiro de idosa tem prisão convertida em preventiva No campo do PT, a nova composição também mantém sobrenomes conhecidos.
Allyson Elias é filho de Aldair de Linda, enquanto Zeidan, reeleita deputada estadual, é ex-mulher do ex-prefeito de Maricá e liderança petista Washington Quaquá. Há ainda uma relação familiar que passa pela construção de um nome político.
Alexandre Isquierdo Malafaia (PL), ex-vereador do Rio e ex-secretário estadual de Juventude e Envelhecimento Saudável do governo Cláudio Castro, incorporou o sobrenome Malafaia à identificação eleitoral depois de um pedido de Silas Malafaia, ao substituir Samuel Malafaia, irmão do pastor, em uma disputa eleitoral.
Ele foi eleito para a Alerj com 83.461 votos. De infestação de ratos na Ceasa a estradas sem conservação: Os desafios dos seis oficiais da PM à frente de órgãos do Governo do Rio
Bancada federal Na bancada federal, a presença das famílias políticas aparece em diferentes gerações.
Dani Cunha (PL) foi reeleita para a Câmara. Ela é filha de Eduardo Cunha, ex-presidente da Casa e ex-deputado federal.
Representante de Duque de Caxias na Casa, Rosenverg Reis (MDB) foi reeleito a deputado estadual. Ele obteve 139.866 votos, consolidando-se como o 6º candidato mais votado do estado para a Alerj e liderando a votação em sua base política, na Baixada Fluminense.
Seu irmão, Gutemberg Reis (MDB), também ganhou o cargo de deputado federal. Da moda às artes plásticas: Conheça iniciativas que transformam lixo em matéria-prima
Outro sobrenome de peso é o dos Garotinho. Wladimir Garotinho (PL) foi eleito deputado federal e pertence a uma das famílias mais tradicionais da política fluminense.
Ele é filho dos ex-governadores Anthony Garotinho, ex-governador e Rosinha Garotinho. Com a eleição, o clã mantém uma cadeira no Congresso Nacional.
Wladimir recebeu 81.797 votos. No PT, Diego Quaquá foi eleito deputado federal.
Filho de Washington Quaquá, ex-prefeito de Maricá e uma das principais lideranças do partido no estado, ele chega à Câmara enquanto Zeidan, sua mãe, mantém uma cadeira na Alerj. A família, portanto, passa a ocupar simultaneamente os dois Legislativos.
Segundo direção: Após perder parte do terreno em leilão, Centro Educacional de Niterói, o Centrinho, não vai fechar A família Cozzolino também terá representação nas duas Casas.
Vinícius permanece na Alerj, enquanto Renato, seu primo, foi eleito deputado federal com 84.516 votos. Outro caso é o dos Poubel.
Fillipe Poubel foi eleito deputado federal, enquanto seu filho, Poubel Filho, conquistou uma cadeira na Alerj. O resultado coloca pai e filho em posições simultâneas no Legislativo estadual e federal.
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O Globo