O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou 16 pessoas por suspeita de participação em esquema de adulteração de combustíveis, falsidades documentais, fraudes contra o consumo, crimes fiscais e conexão com outras organizações criminosas independentes.
Segundo o site g1, o empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, é um dos denunciados.
Ele é apontado pelo MPSP como um dos principais financiadores do esquema.
Segundo a denúncia, ele teria utilizado empresas como Aster, Copape e Duvale para movimentar recursos milionários relacionados às atividades investigadas.
Em nota, o MPSP informou que os denunciados são acusados de organização criminosa para desviar metanol e adulterar combustível e praticar lavagem de dinheiro.
A denúncia se dá no âmbito da "Operação Carbono Oculto", deflagrada no dia 18 de agosto de 2025 por uma força-tarefa composta por cerca de 1.400 agentes do MPSP, Ministério Público Federal (MPF), da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Federal, Agência Nacional de Petróleo (ANP), Procuradoria-Geral do Estado, Secretaria de Estado da Fazenda, com apoio de diversas unidades do Gaeco, para cumprir mandados de busca e apreensão e prisão nos Estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
O grupo utilizava uma rede de empresas químicas, transportadoras, distribuidoras, instituições de pagamento e fundos de investimento para desviar o metanol, adulterar combustíveis e ocultar a origem dos recursos obtidos com a fraude, lembrou o g1.
O esquema fraudulento tinha participação de integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
As irregularidades foram identificadas em diversas etapas do processo de produção e distribuição de combustíveis.
As transações financeiras do grupo transitavam por fintechs controladas pelo crime organizado.
As fintechs eram escolhidas porque dificultavam o rastreamento de recursos.
Equipe do Gaeco em ação
Reprodução/MP
