Futura secretária da Casa Civil do RJ diz que pasta será mais enxuta e concentrará projetos estratégicos do governo Douglas Ruas

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Fonte da notícia: CBN CBN

A futura secretária da Casa Civil do Estado do Rio de Janeiro, Maria Gabriela Bessa, afirmou que a pasta terá uma estrutura mais enxuta no governo de Douglas Ruas (PL), com atuação voltada à coordenação das demais secretarias e ao acompanhamento de projetos considerados estratégicos.

Em entrevista exclusiva à CBN, nesta terça-feira (3), ela explicou que a intenção é transformar a Casa Civil em uma espécie de centro de governo, responsável pelo planejamento, monitoramento de metas e avaliação de resultados da administração estadual. Segundo Gabriela Bessa, o objetivo é reduzir as atribuições de execução direta de políticas públicas dentro da Casa Civil, que passariam a ficar concentradas nas secretarias responsáveis por cada área.

A futura secretária afirmou que o modelo atual é considerado inchado justamente porque reúne atividades executivas que, na avaliação da equipe de transição, deveriam estar distribuídas entre outras pastas. "A Secretaria da Casa Civil e Governança precisa ser uma secretaria-meio.

É aquela que vai integrar e coordenar as outras políticas que vão estar cada uma ligadas às suas secretarias. A gente hoje tem um modelo que a gente considera inchado do ponto de vista que existem execuções sendo realizadas dentro da Casa Civil, e a gente pretende rever esse modelo", afirmou.

A futura secretária ponderou, no entanto, que o desenho definitivo da estrutura ainda está em estudo. A equipe de transição está na fase de levantamento de informações sobre o funcionamento da atual administração e ainda não concluiu o diagnóstico necessário para definir quais mudanças serão implementadas a partir de janeiro de 2027.

A Casa Civil também deverá concentrar a articulação de projetos considerados prioritários pelo novo governo. Entre os exemplos citados por Gabriela estão concessões e a expansão do metrô, que já tem propostas em fase de modelagem.

A ideia é que a secretaria acompanhe essas iniciativas desde o planejamento até a execução, com indicadores para medir o andamento das metas. "Essa Casa Civil vai fazer todo o processo desde o planejamento ao acompanhamento das metas, produção de indicadores e focando sempre em resultado, que é o que importa: produzir, no final, políticas públicas para a população fluminense", disse.

Transição já discute El Niño e projetos com o BNDES Gabriela Bessa também apresentou um panorama dos primeiros assuntos que já estão sendo tratados pela equipe de transição.

Entre eles estão os possíveis impactos do El Niño e a preparação do estado para enfrentar emergências climáticas. A futura secretária afirmou que o tema é considerado prioritário diante da proximidade de um período historicamente complicado para o Rio de Janeiro em relação às condições climáticas.

Segundo ela, já houve conversas com integrantes da atual administração sobre o assunto. A equipe também realizou reuniões para discutir o Propague e iniciou tratativas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre futuras modelagens de projetos.

De acordo com Gabriela, a transição está ocorrendo de maneira institucional, com diálogo entre as equipes do governador em exercício, Ricardo Couto, e do governador eleito, Douglas Ruas. Ofícios já foram encaminhados às secretarias estaduais para solicitar informações, que começaram a ser reunidas e devem ser entregues à equipe de transição ao longo desta semana.

Segurança pública será espinha dorsal do governo Questionada sobre as prioridades para os primeiros 100 dias da nova administração, Gabriela Bessa afirmou que o planejamento ainda está em elaboração e preferiu não antecipar quais projetos serão anunciados nesse período.

Segundo ela, a equipe está avaliando o que será possível entregar nos primeiros meses, e a definição final ficará a cargo do governador eleito. A futura secretária, no entanto, confirmou que a segurança pública será a principal diretriz do governo, conforme previsto no Plano do Rio Real, documento que reúne os compromissos da gestão Douglas Ruas.

Ela também destacou duas outras frentes que deverão atravessar diferentes áreas da administração: as políticas para as mulheres e o apoio aos municípios fluminenses. "A pauta principal do governador eu posso dizer porque está bem escrita e desenhada no Plano do Rio Real, que é a segurança pública como espinha dorsal.

E a política para as mulheres, que vai ser transversal, vai estar percorrendo todas as secretarias. Um outro foco também que aparece de forma transversal é o apoio aos municípios", afirmou.

Socióloga, Maria Gabriela Bessa já atua na Secretaria de Estado das Cidades e coordena a equipe de transição entre as administrações. Com a nomeação para a Casa Civil, ficará responsável por uma das principais estruturas de articulação do governo que começa em 6 de janeiro de 2027.

Publicação Original CBN cbn.globo.com
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