Funcionário da Nvidia é detido em Taiwan em investigação sobre contrabando de chips para a China

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Um funcionário da Nvidia foi detido por promotores de Taiwan como parte de uma investigação sobre o suposto contrabando de chips de inteligência artificial para a China, envolvendo a empresa americana em um caso de grande repercussão. Nesta terça-feira, o Ministério Público de Keelung, em Taiwan, informou que investigadores fizeram buscas, na semana passada, na residência e no escritório de um homem de sobrenome Chang em conexão com a investigação.

Projetos: Acordos da Nvidia que somam US$ 750 bi reacendem alerta sobre financiamento da IA Geopolítica da tecnologia: Brasil adere à nova governança de IA proposta pela China. Faz sentido? Segundo os promotores, Chang foi detido, sem que seu nome completo ou seus vínculos profissionais fossem revelados, sob acusações de falsificação e quebra de confiança, afirmaram fontes. A medida pode representar o primeiro caso conhecido em que autoridades governamentais adotam medidas legais contra um funcionário da Nvidia. A ação ocorre após uma série de detenções em Taiwan que também envolveu empregados da Super Micro Computer, uma revendedora de servidores para IA, e de uma operadora de data centers. Até o momento, os promotores não acusaram nenhuma das empresas de irregularidades. O caso é uma das pelo menos oito investigações sobre o contrabando de chips da Nvidia em quatro diferentes jurisdições, à medida que autoridades de Washington a Taipei intensificam o combate ao mercado negro desses componentes — cuja existência já foi negada pelo presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang.

Autoridades de Taiwan realizaram sua primeira rodada de detenções em maio, acusando três pessoas de falsificar documentos para exportar à China servidores da Super Micro equipados com chips de inteligência artificial da Nvidia, em violação às restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos.

Acima do esperado: Jaqueta de couro do CEO da Nvidia é leiloada por R$ 5 milhões As autoridades apreenderam cerca de 50 unidades do equipamento antes que deixassem Taiwan, mas suspeitam que os investigados já haviam conseguido contrabandear pelo menos um lote de servidores para a China por meio do Japão. Um porta-voz da Nvidia se recusou a comentar os desdobramentos mais recentes. Questionado em maio sobre o que a empresa poderia fazer para impedir casos como esse, Jensen Huang afirmou que a companhia é "extremamente rigorosa ao explicar a todos os seus parceiros as leis e regulamentações de todos os países". Huang também pediu que a Super Micro reforçasse seus processos de diligência e verificação de conformidade. Em resposta, a fabricante de servidores afirmou que suas políticas de compliance estão alinhadas às adotadas por outras empresas do setor, incluindo a Nvidia. CXMT: Fabricante de chips dispara em estreia na Bolsa de Xangai e se torna empresa mais valiosa da China Washington proibiu a venda da maioria dos chips de IA da Nvidia para a China sem autorização do governo dos EUA, por temer que esses componentes possam proporcionar uma vantagem militar a Pequim. As regras, porém, nunca foram totalmente eficazes. Autoridades americanas afirmam que servidores equipados com chips da Nvidia avaliados em bilhões de dólares foram desviados para a China em desacordo com os controles de exportação.

Enquanto isso, Cingapura, Taiwan e Malásia também passaram a intensificar a fiscalização sobre remessas de chips de inteligência artificial. Os governos de Taiwan e da Malásia, em particular, estudam adotar medidas semelhantes às dos Estados Unidos, o que daria às autoridades mais instrumentos legais para processar suspeitos de contrabando.

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