Frente Parlamentar de Combate ao Antissemitismo do Rio aciona MP para investigar caso envolvendo bar na Lapa

 

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A Frente Parlamentar de Combate ao Antissemitismo do Rio acionou o Ministério Público para investigar o caso envolvendo o Bar Partisan, na Lapa, após a divulgação de um aviso considerado discriminatório contra cidadãos de Israel e dos Estados Unidos.

O Procon Carioca multou o estabelecimento em R$ 9.520 depois de uma vistoria realizada na noite de sábado, quando fiscais constataram a irregularidade. A denúncia foi feita formalmente pela frente parlamentar, que pediu providências aos órgãos competentes após a repercussão do caso.

Uma placa exibida na entrada do bar e também divulgada no perfil do estabelecimento no Instagram trazia a frase, em inglês, “Cidadãos dos EUA e de Israel não são bem-vindos”.

O vereador Pedro Duarte, do PSD, integrante da Frente, entrou com uma notícia-crime no Ministério Público, apontando o que classifica como ato de discriminação.

“É um absurdo, é xenofobia, é antissemitismo e fere o Código de Defesa do Consumidor. Então, a minha primeira medida, no curto prazo, foi acionar a Secretaria do Consumidor, porque, em flagrante, ela pode exigir a remoção de mensagens como essas, em respeito à lei, e também notificar e multar o estabelecimento. Já nesta segunda, vamos encaminhar à delegacia e ao Ministério Público. Nós não podemos discriminar os clientes com base na sua religião, etnia, raça ou qualquer questão do gênero", afirmou.

Em nota, o Bar Partisan afirmou que não havia, no espaço físico, qualquer proibição da entrada de pessoas por nacionalidade. O estabelecimento declarou ainda que nenhuma religião, povo ou grupo étnico foi, em qualquer momento, alvo de restrição, menção discriminatória ou exclusão.

Mesmo após a aplicação da multa, a polêmica continuou nas redes sociais do bar, com diversos internautas criticando a postura do estabelecimento.

Outro episódio envolvendo possível intolerância também chegou à Federação Israelita do Rio de Janeiro. A chef Monique Benoliel relatou que ouviu do dono da delicatessen Delly Gil, no Leblon, que não venderia mais produtos judaicos por estar “cansado dos judeus”.

Em resposta, os responsáveis pelo local afirmaram nas redes sociais que houve um possível mal-entendido e que não compactuam com qualquer forma de preconceito.