Fraudes em contratos de transporte escolar em Duque de Caxias são alvos da Polícia Federal

Fraudes em contratos de transporte escolar em Duque de Caxias são alvos da Polícia Federal - Foto
Fonte da notícia: Extra Extra

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Faixa Amarela para investigar um suposto esquema de fraudes em licitações de transporte escolar, desvio de recursos públicos, peculato e lavagem de dinheiro na gestão municipal de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ao todo, agentes cumprem 12 mandados de busca e apreensão na capital e em Duque de Caxias. Sucesso internacional: Pizzaria da Tijuca é a única do Rio entre as 70 melhores do mundo 'Vazio enorme': Hospital confirma a morte de pizzaiolo baleado na cabeça por PM em Niterói Os agentes estiveram num condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. Além de documentos e equipamentos eletrônicos, a Polícia Federal apreendeu dois carros de luxo durante o cumprimento dos mandados da Operação Faixa Amarela: uma Mercedes-Benz avaliada em cerca de R$ 210 mil e um Mitsubishi avaliado em aproximadamente R$ 180 mil. Segundo a PF, a investigação começou a partir da análise do conteúdo de um aparelho celular apreendido durante a Operação Anáfora, que apura desvios de recursos da saúde e lavagem de dinheiro envolvendo o grupo político ligado ao ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB). De acordo com os investigadores, as fraudes teriam começado em 2020, e os contratos foram renovados sucessivamente, movimentando valores milionários. Apenas nos três primeiros anos, os contratos sob suspeita ultrapassaram R$ 62 milhões. A Polícia Federal afirma que há indícios de atuação coordenada entre empresários, servidores públicos e terceiros para superfaturar licitações, desviar recursos e ocultar a origem ilícita do dinheiro por meio de operações de lavagem. Os fatos podem configurar os crimes de organização criminosa, fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro. A PF informou que nenhuma pessoa com foro privilegiado foi alvo da operação desta quinta-feira.

O que diz a Prefeitura de Duque de Caxias Em nota, a Prefeitura de Duque de Caxias, por intermédio da procuradoria geral do município, informou que "nenhum órgão municipal ou servidor público em exercício de suas funções foi alvo de qualquer operação policial nesta data, e reafirma que todos os contratos realizados pela municipalidade nos últimos anos foram devidamente licitados previamente e reiteradamente auditados pelos tribunais de contas e demais órgãos de controle, não havendo apontamento de indícios no sentido do que foi divulgado pela mídia nesta manhã".

"A prefeitura reitera que se encontra à disposição das autoridades para prestação de todas as informações que se fizerem necessárias à elucidação das investigações em curso", diz o informe. Ligação com a Operação Anáfora A Anáfora já teve duas fases. A primeira, em setembro de 2022, mirou Washington Reis — então candidato a vice-governador do Rio — e o empresário Mário Peixoto, apontado em investigações sobre corrupção no estado. Já a segunda fase, deflagrada em junho deste ano, voltou a atingir endereços ligados à família Reis em Duque de Caxias, no Rio e em Niterói, na Região Metropolitana. Empresas ligadas ao grupo também foram alvo de mandados de busca e apreensão. As investigações seguem em andamento.

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