A França informou, nesta segunda-feira, que abordou um petroleiro ligado à Rússia no Atlântico durante o fim de semana, na mais recente de suas operações destinadas a combater a chamada "frota fantasma" de Moscou. O Tagor é o quarto petroleiro dessa frota, usada pela Rússia para burlar as sanções ocidentais sobre suas vendas de petróleo, que a França interceptou no mar desde o incidente de Boracay em setembro de 2025.
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Esta foto disponibilizada em 1º de junho de 2026 pela French Marine Nationale (Marinha Francesa) mostra militares pairando em um helicóptero sobre o Tagor, um petroleiro russo sancionado, a cerca de 740 km a oeste da costa francesa da Bretanha
MARINE NATIONALE / AFP
A abordagem ocorreu "mais de 400 milhas náuticas (740 km) a oeste da ponta da Bretanha", longe da costa europeia, afirmou a Prefeitura Marítima do Atlântico em um comunicado.
Vindo do porto de Murmansk, no extremo noroeste da Rússia, o petroleiro seguia para a cidade turística de Limbé, em Camarões, país cuja bandeira ostentava.
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"A intervenção ocorreu no Atlântico, em alto-mar (...), em estrita conformidade com o Direito do Mar", escreveu o presidente francês, Emmanuel Macron, na rede social X.
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"É inaceitável que embarcações burlem as sanções internacionais, violem o Direito do Mar e financiem a guerra que a Rússia trava contra a Ucrânia há mais de quatro anos", acrescentou.
O porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, denunciou o ato como "ilegal, beirando a pirataria internacional" e enfatizou que "a Rússia toma medidas para garantir a segurança de seus navios de carga".
