O Irã anunciou que passará a controlar por meio de uma 'frente de resistência' o controle do Estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Aden e ao Oceano Índico. Os iranianos são aliados do grupo militante Houthi no Iêmen, país que faz fronteira com esse ponto estratégico.
O local fica entre o Iêmen, Djibouti e Arábia Saudita. Pela região passa um décimo do comércio mundial.
Além disso, o Irã agora passou a bloquear completamente o Estreito de Ormuz, segundo a agência Tasnim, após Teerã insistir anteriormente que permitia a passagem de certos navios pelas principais rotas marítimas, de acordo com os termos iranianos.
A equipe de negociação do Irã suspendeu a troca de mensagens com os EUA por meio de mediadores devido aos ataques de Israel no Líbano, afirmou nesta segunda-feira (1) a agência de notícias iraniana Tasnim.
A equipe de negociação do Irã interromperia 'as conversas e a troca de textos por meio de intermediários', informou a agência de notícias.
O comunicado afirmava que a situação no Líbano era essencial para o cessar-fogo, o que significa que 'este cessar-fogo foi violado em todas as frentes, incluindo no Líbano'.
Segundo a agência Tasnim, 'não haverá diálogo' até que as posições do Irã e do Hezbollah sobre o assunto sejam atendidas, e autoridades iranianas vêm exigindo o fim da ofensiva israelense e a retirada completa dos territórios ocupados.
EUA anunciam interceptação de dois mísseis iranianos que tinham bases americanas no Kuwait como alvos
Momento em que míssil iraniano é lançado contra o Kuwait.
Reprodução
As forças americanas anunciaram a interceptação de dois mísseis balísticos iranianos que tinham como alvo forças americanas baseadas no Kuwait no final do domingo (31), informou o Comando Central dos EUA nesta segunda-feira (1).
'Esses mísseis foram imediatamente neutralizados e nenhum militar americano foi ferido', afirmou o comando em um comunicado.
'O Comando Central dos EUA permanece vigilante e continuará protegendo nossas forças da agressão iraniana, ao mesmo tempo que apoia o cessar-fogo em curso', acrescentou.
Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (1), por meio do Comando Central dos EUA, o regimento do exército americano no Oriente Médio, que realizou ataques contra radares iranianos e centros de comando e controle de drones em Goruk, Irã, e na Ilha de Qeshm neste fim de semana.
O país cita os ataques como uma 'autodefesa'.
'Os ataques calculados e deliberados ocorreram no sábado e no domingo em resposta às ações agressivas do Irã, que incluíram o abate de um drone MQ-1 americano que operava sobre águas internacionais. Os caças americanos responderam prontamente, eliminando as defesas aéreas iranianas, uma estação de controle terrestre e dois drones de ataque unidirecional que representavam ameaças claras para os navios que transitavam pelas águas regionais', declarou o comunicado.
Em resposta, a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária do Irã mirou a base aérea dos EUA que lançou o ataque — afirmando que 'alvos designados foram destruídos'.
O exército do Kuwait relata atividade de defesa aérea na área.
Por conta dos novos ataque, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou, nesta segunda-feira (1), Israel e os Estados Unidos de violações do cessar-fogo na região.
'Não é apenas o regime sionista que está violando o cessar-fogo; os Estados Unidos também estão cometendo violações do cessar-fogo em nossa região em larga escala', disse Esmaeil Baghaei.
Ele afirmou que um cessar-fogo no Líbano era parte integrante de qualquer cessar-fogo ou acordo final para pôr fim à guerra com os EUA.
Baghaei também afirmou que a 'ação agressiva' dos EUA levou as forças iranianas a atacar as posições de onde o ataque se originou.
Ele alegou que Washington estava 'constantemente mudando de opinião' e apresentando demandas novas ou contraditórias, o que prolongava o processo diplomático.
O porta-voz também afirmou que o Kuwait deteve injustificadamente quatro cidadãos iranianos e instou as autoridades kuwaitianas a esclarecerem o mais rápido possível a situação deles e a concederem acesso consular ao Irã.
As autoridades do Kuwait disseram no mês passado que homens detidos após supostamente tentarem entrar no país por mar admitiram ligações com a Guarda Revolucionária do Irã e que tinham a missão de se infiltrar na ilha de Bubiyan para realizar atos hostis.
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei.
Divulgação
