Fofura em dose dupla: Aquário de SP recebe casal de coalas da Austrália

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Fonte da notícia: Metropoles Metropoles

São Paulo — Alerta de fofura em dose dupla: o Aquário de São Paulo, localizado no Ipiranga, na zona sul da capital paulista, recebe a visita de um casal de coalas vindos diretamente da Austrália, como parte de uma iniciativa de pesquisa, conservação e bem-estar animal e educação ambiental.

O casal Andi, uma fêmea de 3 anos, e Kinglesy, um macho da mesma idade, chegou ao Aquário nesta quinta-feira (29/10). Os coalas são uma espécie considerada endêmica da Austrália e são classificadas atualmente como vulneráveis à extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Os animais estão em situação de vulnerabilidade por perda e fragmentação de seus habitats, transmissão de doenças, mudanças climáticas, como o aumeneto de ondas de calor e secas, e o avanço do processo de urbanização. O cenário se agravou especialmente entre 2019 e 2020, quando o país australiano foi castigado por incêndios que atingiram populações inteiras.

De acordo com o Aquário de SP, espera-se que a visita ao casal de coalas possa despertar no público o interesse pela preservação de habitats naturais e a consciência sobre como as mudanças climáticas afetam a biodiversidade pelo mundo todo. Para receber Andi e Kinglesy, o Aquário precisou passar uma avaliação e uma adequação com base nas exigências do governo australiano.

A estrutura física do local foi revista e as equipes precisaram passar por um treinamento para entender como manejar os animaizinhos e sobre os cuidados veterinários deles. A chegada do casal integra o Programa de Conservação do Coala do Aquário de São Paulo, que atua em oito frentes.

Eles passam agora pelo período de adaptação ao novo ambiente. A dieta dos coalas é considerada altamente especializada, baseada principalmente em folhas de eucalipto.

O casal Andi e Kinglesy terão um acompanhamento veterinário e comportamental permanente, medicina preventiva e monitoramento de bem-estar. As equipes também estarão atentas às doenças relevantes que atingem a população de coalas, como as ligadas à bactéria Chlamydia e ao Koala Retrovirus.

Publicação Original Metropoles metropoles.com
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