FMI recomenda que a Argentina intensifique a geração de empregos e aumente os investimentos

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Argentina deve destinar os ganhos decorrentes da estabilização financeira à geração de empregos e aos investimentos, a fim de estimular o crescimento, declarou nesta quinta-feira a porta-voz do Fundo Monetário Internacional, Julie Kozack. Uma missão técnica do FMI chegou a um acordo esta semana com Buenos Aires para a liberação de cerca de US$ 900 milhões do programa de crédito acordado para um prazo de quatro anos.

O Acordo de Facilidades Estendidas (EFF, na sigla em inglês) foi aprovado pelo FMI há um ano, no valor de US$ 20 bilhões. “Nas conversas que nossa equipe manteve com as autoridades argentinas, houve um entendimento mútuo sobre ampliar os ganhos de estabilização alcançados até agora rumo a um crescimento mais sólido e à geração de empregos”, explicou a porta-voz em entrevista coletiva.

A Argentina tem apresentado um desempenho macroeconômico “impressionante”, segundo a avaliação dos técnicos do Fundo. O FMI elogiou repetidamente as medidas drásticas de ajuste dos gastos públicos do governo de Javier Milei, embora tenha reconhecido que essas medidas ainda não se traduziram na criação de empregos.

Recentemente, a União Industrial Argentina (UIA) denunciou a perda de cerca de 90 mil empregos desde agosto de 2023. A Argentina conteve a inflação e o déficit público, mas precisa melhorar no investimento privado e apoiar a demanda interna, explicou a porta-voz.

É preciso “melhorar a flexibilidade do mercado de trabalho para apoiar a criação de empregos no setor privado”, sugeriu ele. Outra medida seria “avançar em algumas das concessões de infraestrutura adjudicadas recentemente”.

“Foram aprovados projetos no valor de mais de US$ 70 bilhões e, juntamente com as reformas trabalhistas e de mercado aprovadas no início deste ano, esses esforços visam fortalecer o crescimento e o emprego na Argentina”, explicou. Diante de uma possível escalada do risco-país, “nosso melhor conselho (...) é que continue executando o programa da mesma forma que vem sendo feito, especialmente no que diz respeito à acumulação de reservas internacionais líquidas”, indicou.

A nova parcela de US$ 900 milhões do crédito deve ser aprovada pelo conselho do FMI no início de dezembro.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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