O presidente da Argentina, Javier Milei, em 2 de abril de 2026 REUTERS/Agustin Marcarian
O Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Argentina chegaram nesta terça-feira (27) a um acordo que pode liberar cerca de US$ 900 milhões ao país. O repasse, no entanto, ainda depende da aprovação do conselho executivo da instituição.
O valor faz parte do programa de financiamento de US$ 20 bilhões firmado entre a Argentina e o FMI em 2025. A liberação dos US$ 900 milhões está ligada à terceira revisão do programa, em que o fundo verifica o cumprimento das metas acertadas com o país.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na avaliação do FMI, a economia argentina apresentou avanços desde a última análise.
A instituição destacou a continuidade da desaceleração da inflação e o aumento das reservas internacionais, que ficaram acima do previsto no programa. 🔎 Na prática, os recursos ajudam a reforçar as reservas internacionais da Argentina.
Esse estoque de dólares é importante para o país pagar compromissos no exterior e dá mais fôlego ao governo de Javier Milei para flexibilizar as restrições ao uso da moeda americana. Agora no g1
Desde o início do programa de US$ 20 bilhões, o FMI já desembolsou cerca de US$ 15,8 bilhões à Argentina. Se a nova parcela for aprovada, outros US$ 900 milhões ficarão disponíveis ao país.
Relembre os repasses: Abril de 2025: US$ 12 bilhões, liberados na aprovação do programa.
Julho de 2025: cerca de US$ 2 bilhões, após a primeira revisão. Maio de 2026: cerca de US$ 1 bilhão, após a aprovação da segunda revisão.
À época, o FMI informou que, com o desembolso, o total acumulado chegou a cerca de US$ 15,8 bilhões. Outubro de 2026: cerca de US$ 900 milhões, ainda sujeitos à aprovação.
O que o FMI diz sobre a economia argentina Um dos principais avanços apontados pelo FMI está nas reservas internacionais da Argentina, uma espécie de colchão de dólares do país.
No comunicado divulgado nesta terça-feira, a instituição destacou que as reservas líquidas superaram a meta estabelecida no programa. “Como resultado, as reservas internacionais líquidas superaram em cerca de US$ 4 bilhões a meta para o fim de junho, e o Banco Central comprou quase US$ 16 bilhões até agora neste ano", afirmou o FMI.
A recomposição das reservas é uma das frentes acompanhadas pela instituição dentro do programa de financiamento. O ajuste também passa pelas contas públicas.
Na área fiscal, o governo argentino deverá buscar um superávit primário de 1,4% do PIB em 2026 e manter esforço semelhante em 2027, destacou o FMI. Na prática, significa arrecadar mais do que gastar, sem considerar os juros da dívida.
Para os próximos meses, a instituição afirma que a Argentina deverá continuar reforçando suas reservas e buscando fontes de financiamento. O FMI acrescentou ainda que as autoridades se comprometeram a preparar o país para voltar ao mercado internacional.
G1