Fluminense e Vasco se reencontram no Brasileiro em alta e com diversas mudanças um mês após mata-mata

Fluminense e Vasco se reencontram no Brasileiro em alta e com diversas mudanças um mês após mata-mata - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Há exatamente um mês, o Vasco eliminou o Fluminense nas oitavas de final da Copa do Brasil com uma vitória por 3 a 1. Se há uma prova de que o tempo passa voando no futebol brasileiro, é que as duas equipes mudaram bastante nesse intervalo e, no geral, para melhor. Enquanto Pedro Emanuel vem ganhando peças e encontrando alternativas no cruz-maltino, Marcão assumiu o comando do tricolor após a saída de Luis Zubeldía e já trouxe novos ares. É nesse viés de alta que o clássico tem sua sexta edição na temporada, hoje, às 21h, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. A eliminação para o Vasco na Copa do Brasil pela segunda vez consecutiva fez o Fluminense iniciar uma mudança de rota. Zubeldía começou a balançar no cargo e caiu após o empate com o Independiente Rivadavia-ARG, na ida das oitavas de final da Libertadores. De lá para cá, Marcão está invicto, com duas vitórias e dois empates e recuperou a confiança do elenco tricolor. Foi justamente no clássico que John Kennedy sofreu a grave lesão no joelho direito que o tirou da temporada. Se, por um lado, o Flu perdeu seu artilheiro no ano (14 gols), por outro, viu Hulk ganhar ritmo de jogo e encontrar seu melhor futebol: são três gols nos últimos quatro jogos. John Kennedy desfalca Fluminense após dividida com Paulo Henrique, do Vasco MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C. A derrota para o rival também serviu para indicar a necessidade de mudanças na escalação. Em má fase, Lucho Acosta e Savarino não vêm sendo titulares com Marcão. A queda de rendimento do meia argentino, que já foi considerado um dos melhores jogadores do futebol brasileiro na temporada, pode ter também um fator psicológico, pois coincide com a investigação da CBF por suposta manipulação esportiva pelo cartão amarelo no empate com o Bragantino, no 1º turno do Brasileirão. Desde então, ele teve o nome constantemente veiculado na imprensa e precisou participar de uma série de audiências ligadas à investigação do caso. Nesta lacuna, quem recuperou espaço foi Ganso. Passada a polêmica sobre o limite — já superado — de 13 jogos no Brasileiro, o camisa 10 engatou uma sequência de quatro partidas como titular e foi a peça que faltava para desbloquear a criatividade do setor ofensivo. A busca pelo 9 Entre os 11 iniciais do Vasco em relação ao clássico da Copa do Brasil, a principal mudança foi a perda justamente do herói da classificação, Brenner. O centroavante havia ganhado moral ao fazer dois gols na partida e parecia que finalmente iria engrenar. Porém, sofreu uma lesão ligamentar e no tendão do pé esquerdo ainda no primeiro tempo da partida seguinte, contra o Bahia, pelo Brasileirão, e segue fora. O cruz-maltino continua a saga em busca da afirmação de um centroavante. Spinelli ainda não caiu nas graças da torcida. Colidio não é camisa 9 de origem, mas tem rendido bem quando utilizado na função. As esperanças estão no recém-contratado Bruno Duarte, que pode fazer sua estreia no clássico. O jogador chegou do Estrela Vermelha, da Sérvia, onde fez 42 gols em 97 jogos. Bruno Duarte, atacante do Vasco, durante treino Divulgação / Vasco Cuiabano e Jair, destaques na partida anterior, são outros que não devem atuar hoje por questões médicas. O lateral-esquerdo, poupado dos últimos jogos por desgaste muscular, está em transição junto à preparação física, enquanto o volante vem se recuperando de uma lesão na coxa direita. Quem chegou nesse meio-tempo e supriu a carência provocada pela ausência de Jair foi o argentino Sosa, que vem conquistando entrosamento e ajudando a dar mais solidez ao setor defensivo vascaíno.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site O Globo