Florianópolis abre consulta pública para planejar ações contra impactos climáticos

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Moradores podem indicar, até 5 de novembro, áreas mais afetadas e prioridades de investimento em drenagem, arborização e mobilidade Uma rua que alaga durante as chuvas, um bairro com poucas árvores ou um trajeto que precisa de melhores condições para pedestres e ciclistas.

A experiência de quem vive em Florianópolis pode ajudar a definir as prioridades da cidade no enfrentamento às mudanças climáticas. Até 5 de novembro, moradores podem participar de uma consulta pública sobre a construção da política municipal voltada ao tema.

O questionário online leva cerca de dez minutos para ser preenchido e permite indicar necessidades, sugerir investimentos e apontar os bairros mais afetados. A proposta é reunir contribuições da comunidade para orientar diretrizes de médio e longo prazo, com articulação entre diferentes setores, entidades e áreas da administração municipal.

O município já realiza ações de monitoramento e resposta a eventos climáticos. A política em construção busca integrar essas iniciativas ao planejamento urbano, com critérios, estratégias, metas e instrumentos para reduzir riscos e preparar a infraestrutura e os serviços públicos.

“Para que todas as ações necessárias ao enfrentamento das mudanças climáticas estejam articuladas, sejam elas de planejamento, obras ou respostas às emergências, é importante que se estabeleça uma política que defina regras, metas e ações para o planejamento futuro da cidade”, explica Cibele Assmann, gerente de Inovação da Prefeitura de Florianópolis.

A discussão ocorre em um período de atenção às condições meteorológicas. A previsão da Epagri/Ciram para outubro, novembro e dezembro de 2026 indica chuva acima da média em Santa Catarina, com possibilidade de volumes expressivos, especialmente nos dois primeiros meses.

O boletim considera a atuação do El Niño, fenômeno associado ao aquecimento das águas do Pacífico Equatorial e que favorece o aumento das chuvas no Sul do Brasil.  Essa perspectiva reforça a importância da prevenção.

A política municipal terá alcance além de uma estação ou de um episódio de El Niño: a proposta é orientar ações permanentes diante de riscos como chuvas intensas, alagamentos, calor extremo, elevação do nível do mar e redução da disponibilidade de água. O trabalho envolve duas frentes complementares.

A mitigação reúne medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, como incentivo à mobilidade sustentável, eficiência nas edificações e uso de energia renovável. A adaptação busca preparar a cidade para os impactos climáticos, com proteção da população e da infraestrutura essencial.

A consulta permite aproximar esse planejamento das necessidades identificadas nas comunidades. Entre as possibilidades estão áreas verdes que favoreçam a drenagem em locais sujeitos a alagamentos, arborização de ruas muito quentes e melhorias no transporte coletivo e na rede cicloviária.

As propostas ainda passarão por avaliação técnica. Depois do encerramento da participação, profissionais da Secretaria de Planejamento Urbano vão reunir, organizar e analisar as contribuições, com atenção às demandas mais citadas.

As sugestões poderão subsidiar metas e prioridades da política pública. “Ninguém conhece melhor a cidade e o bairro do que as pessoas que vivem nele”, afirma Cibele.

A consulta está aberta até 5 de novembro de 2026. O preenchimento leva cerca de dez minutos, pelo endereço bit.ly/consultamudancasclimaticas.

Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$ 2.000 reais neste portal.

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