Flores de Finados vão além do cemitério e movimentam o agro

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Flores de Finados devem ter alta de 5,2% nas vendas em 2026. A cadeia de flores e plantas ornamentais alcançou PIB de R$ 23,35 bilhões em 2025 e reúne mais de 1 milhão de empregos diretos e indiretos.

Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria. Flores para quem partiu e para quem ficou.

Neste 2 de novembro, elas vão aos cemitérios, mas o setor quer que a homenagem também encontre lugar na varanda, no jardim ou naquele canto da casa que guarda uma história. A proposta não é deixar a tradição de lado, e sim ampliar os lugares da memória.

Para o agronegócio, há também uma oportunidade: mostrar que a floricultura não depende de um único feriado para florescer. O Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) projeta crescimento de 5,2% nas vendas de flores e plantas ornamentais neste Finados, na comparação com 2025.

A data deve representar cerca de 8% do comércio anual do setor. Crisântemos seguem entre os favoritos, ao lado de kalanchoes, antúrios, rosas em vaso e orquídeas.

Renato Opitz, diretor do Ibraflor, resume a mudança: “A flor deixa de ser apenas uma homenagem no túmulo e passa a integrar o cotidiano da família.” A flor que chega ao consumidor passa por uma cadeia que começa no cultivo e segue pela distribuição, floriculturas, supermercados, decoração e paisagismo.

A delicadeza do produto não diminui o tamanho do trabalho no campo e fora dele. Em 2025, a cadeia brasileira de flores e plantas ornamentais alcançou PIB de R$ 23,35 bilhões, alta de 10% em relação ao ano anterior, segundo dados do Ibraflor com base em levantamento do Cepea/Esalq-USP.

São Paulo lidera a produção nacional. Santa Catarina também tem presença relevante, especialmente em plantas ornamentais e paisagismo, com polos como Joinville e Corupá.

Na ocupação diretamente contabilizada pelo Cepea/Ibraflor, a cadeia reunia 264.875 pessoas em 2024. Estimativas do setor apontam ainda cerca de 800 mil empregos indiretos, levando o alcance total para mais de 1 milhão de postos.

As mulheres têm participação expressiva: representam aproximadamente metade dos empregos na atividade agropecuária da cadeia. Buquês, vasos e plantas ornamentais também fazem parte de aniversários, encontros, casas e jardins.

Quando o consumo não fica restrito a Finados, a cadeia ganha espaço ao longo do ano e a flor deixa de aparecer só quando a saudade pede uma visita ao cemitério. Neste feriado, flores vão para quem partiu e para quem segue aqui.

A homenagem pode ter data marcada, mas o agro que a produz trabalha o ano inteiro.

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