Flávio usa última live antes da votação para defender impeachment de ministros do STF e dar espaço a Douglas Ruas

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Na última live antes da votação em primeiro turno, realizada neste sábado, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a defender a eleição de senadores favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e usou a transmissão para apresentar candidatos ao Senado apoiados por ele.  Ao lado de aliados, Flávio participou durante a tarde de uma motociata no Rio de Janeiro e, à noite, abriu espaço para que os candidatos pedissem votos e apresentassem seus números. No início da transmissão, o senador também deu destaque a Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do Rio, que atacou o adversário Eduardo Paes (PSD) e associou sua candidatura à promessa de combate ao crime organizado. A live ocorreu horas depois da divulgação da última pesquisa Quaest antes do primeiro turno. Na disputa presidencial, Lula (PT) aparece com 46% dos votos válidos, contra 45% de Flávio, em empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 3% cada. No cenário de segundo turno, Flávio tem 44%, contra 42% de Lula.  Foi nesse cenário de disputa apertada que Flávio passou boa parte da transmissão reforçando a importância da eleição para o Senado. O candidato afirmou que a escolha dos dois senadores será fundamental para a composição da Casa e para a relação do Legislativo com o Judiciário. Segundo ele, o Senado deve exercer uma função de controle sobre o Supremo. — Vocês viram mais do que nunca como é importante ter um Senado que seja nosso, porque é o poder que tem a condição de equilibrar, de fiscalizar, por exemplo, também o Judiciário — afirmou. Na sequência, Flávio defendeu que os eleitores escolham candidatos que apoiem o impeachment de ministros que, segundo sua avaliação, descumpram a legislação que trata do processo. — Hoje mais do que nunca todos veem a importância de você escolher senadores que não tenham esse problema e que se posicionem a favor de impeachment de ministro do Supremo que descumpra a lei do impeachment. Ninguém está acima da lei.  Flávio afirmou ainda que a defesa do instrumento não representa um ataque às instituições.  — Quem tem essa posição está defendendo as instituições (...) Quando fazem besteira, quando erram, quando usam a caneta de forma errada, têm que responder pelos seus atos — afirmou. A live também foi utilizada para reforçar a estratégia de pedir votos casados para candidatos ao Senado apoiados por Flávio. Neste ano, cada eleitor escolherá dois nomes para a Casa. — Vamos votar sempre casado, gente. Você dá o primeiro voto em um, dá o segundo voto no outro senador e vice-versa — afirmou. Douglas Ruas No início da transmissão, Flávio chamou Douglas Ruas para falar aos eleitores. O candidato do PL ao governo do Rio aparece em segundo lugar na última pesquisa Quaest antes da eleição, com 40% dos votos válidos, contra 49% de Eduardo Paes (PSD). O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), com 6%, teve a candidatura indeferida e é alvo de uma decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determina a anulação de seus votos. Durante a live, Flávio e Ruas orientaram os eleitores a não votar em Garotinho, sob o argumento de que os votos seriam anulados e não entrariam na contagem. — Sou muito grato a você, ao seu pai, que apostou na renovação pro Rio de Janeiro, teve a coragem de escolher alguém jovem porque entende que essa turma da velha política que tá aí se revezando nos últimos 30 anos já tiveram todas as chances e nada fizeram — afirmou Ruas. O candidato do PL também associou Paes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário na disputa estadual, a quem chamou de “soldado” de Lula.  — Eu aceitei o desafio de ser candidato a governador porque eu não quero ver o meu estado nas mãos do PT, nas mãos de quem diz que o traficante é vítima da sociedade — afirmou. Além da disputa estadual, Flávio aproveitou a reta final para reforçar ataques a Lula e ao PT. O candidato afirmou que a eleição será decisiva para as próximas décadas e acusou o partido de utilizar instituições do Estado contra adversários e de tentar interferir no processo eleitoral. A transmissão seguiu com a apresentação de candidatos ao Senado apoiados por Flávio, que pediu aos eleitores que escolhessem os dois nomes de sua preferência para a Casa.

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