Flávio nega haver discussão sobre Bolsonaro fazer parte de eventual governo

Flávio nega haver discussão sobre Bolsonaro fazer parte de eventual governo - Foto
Fonte da notícia: Valor Valor

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (6) que não há discussão sobre Jair Bolsonaro, se anistiado, participar de um eventual governo do PL. Flávio também disse que o ex-presidente não deve concorrer ao Executivo federal em 2030. Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe. Caiado e federação União-PP anunciam apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno PGR se manifesta a favor da retomada de visitas de Flávio a Bolsonaro Lula desafia Flávio e diz que 'máscara vai cair' com votação da PEC do fim da escala 6x1

"O presidente Bolsonaro nunca me pediu, nunca discutiu espaço no governo. Participar ou não. Eu sempre disse que ele vai ser eternamente o meu professor, é o meu conselheiro, para quem eu sempre vou perguntar alguma coisa", disse o senador a jornalistas nesta noite.

Flávio também desmentiu que o objetivo dele, ao defender o fim da reeleição, é dar espaço para o pai disputar a Presidência em 2030, caso seja anistiado pelo filho. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta terça-feira (5) que Jair "pode ser um forte candidato" para o pleito daqui quatro anos.

"Eu acho que o Valdemar não leu a PEC [sobre o fim da reeleição]. Eu me comprometo com o fim de eleição para presidente da República, é o Congresso que vai definir qual vai ser a redação que vai ser dada [à PEC]. Mas a tendência é discutir a questão do mandato, se isso vai ser replicado para governadores e prefeitos, ou seja, Executivo. Obviamente, vai ter uma cláusula que, se eu sou contra a reeleição, até terceiro grau, quem for meu parente também não pode concorrer", afirmou Flávio.

As declarações do candidato foram feitas ao lado do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), um dos nomes cotados para disputar a Presidência em 2030 caso o senador cumpra sua promessa de não tentar a reeleição. Ao falar sobre o futuro do pai, Flávio acrescentou que o ex-presidente seguirá sendo uma força política forte daqui quatro anos. "Mas, sem dúvida alguma, ele hoje é a principal influência eleitoral no Brasil. Em 2030, eu acredito que ele vai continuar sendo porque é simplesmente um cara que fez história, um cara que criou um movimento, um cara que está calado há um ano e tem mais força do que um presidente da República sentado na cadeira, fazendo um monte de besteira que ele faz e afundando o nosso Brasil", expressou o candidato do PL. Candidato do PL a presidente, Flávio Bolsonaro, concede entrevista ao lado do governador Tarcísio de Freitas, em Brasília Mateus Bonomi/Reuters

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