O candidato à presidência Flávio Bolsonaro, do PL, defendeu a quebra de sigilo da investigação sobre o Banco Master e afirmou que as informações divulgadas demonstram que não há irregularidades atribuídas a ele. A declaração foi dada, neste sábado (12), numa agenda de campanha no estado do Rio, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Flávio é investigado pela Polícia Federal por possíveis crimes ligados ao financiamento da produção do “Dark Horse”, filme biográfico sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O inquérito foi autorizado por Mendonça em julho, após pedido da PF. O candidato voltou a falar de 'relação privada para um filme privado' e disse que a retirada do sigilo impede que o caso continue sendo usado contra ele. Flávio também afirmou que o impacto do caso na a candidatura dele é “zero”.
"Graças a Deus, o sigilo foi afastado. Tudo está às claras. Eu sempre disse que não tem absolutamente nada de errado nesse filme. Então eu tô muito tranquilo. Acho que o impacto é zero [na campanha]. A população tem que ter a credibilidade, tem que confiar nos candidatos. Está tudo aberto pra quem quiser ver. Eu vou observar e confirmar. Desde o dia 1 que eu falo isso. Uma relação privada pra um filme privado. Não tem nada de público. Então eu fico feliz que isso vem à tona. Agora essa narrativa não vai mais poder ser usada contra mim" Flávio classificou a divulgação das informações como um “atestado de idoneidade”. O presidenciável cobrou a quebra de sigilo também do inquérito do INSS, que apura fraudes no Instituto por descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Na agenda, Flávio também pediu a apuração do que aconteceu numa reunião entre o presidente Lula, o banqueiro Daniel Vorcaro, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro da Fazenda à época, Fernando Haddad. O candidato insinuou que o encontro, ocorrido em 8 de dezembro, teria tratado de uma possível operação para salvar o Master após uma mudança no comando do Banco Central. Em discurso para eleitores, o candidato também voltou a atacar Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal.
CBN