O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, pediu que seus apoiadores corram mais riscos nas redes sociais e intensifiquem a mobilização para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Em uma transmissão ao vivo de cerca de 20 minutos nesta segunda-feira, ele convocou apoiadores a compartilharem suas publicações e retomarem as atividades de campanha. O apelo ocorre em meio a uma batalha jurídica iniciada pela candidatura do PL como o objetivo de derrubar o canal "Exército do Lula" no WhatsApp, de apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva. O canal, criado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), reúne 4 milhões de pessoas. Segundo a campanha do PL, a ferramenta foi usado para disseminar informações, o que Janones nega. Nesta segunda-feira, a assessoria técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou em parecer não ter verificado a publicação de fake news desde o fim do primeiro turno. — Ninguém está tomando mais risco do que eu nessas eleições. Então, você toma um pouquinho de risco também. Estou te pedindo. Eu sei que você fica preocupado às vezes de postar sua opinião aqui nas redes sociais, de ser bloqueado, de ser banido, mas a gente tem que correr esse risco. Vamos defender aquilo que a gente acredita — disse. O senador afirmou que não considera a eleição definida e pediu que os apoiadores trabalhem para conquistar novos votos. Ele orientou os eleitores a procurarem pessoas indecisas, convencerem quem votou em outros candidatos no primeiro turno e mobilizarem quem não compareceu às urnas. — Não tem eleição ganha. A gente tem que continuar mobilizado. Todo mundo ficou feliz de passar do primeiro para o segundo turno na frente do Lula, mas a gente tem que mobilizar, a gente tem que ir pra rua. Vamos sair do sofá, galera. Vamos pra rua, vamos agir, vamos fazer a nossa parte — afirmou. Na transmissão, Flávio pediu que artistas e influenciadores alinhados à direita utilizem sua audiência para ampliar o alcance das mensagens da campanha. Também convocou deputados, senadores, governadores e candidatos que não conseguiram se eleger a manterem suas estruturas mobilizadas. — Do lado de cá tem tanto artista de direita, tanto influenciador de direita, tanta gente que tem uma representatividade, uma credibilidade de falar com o seu público. Peço o voto no Flávio Bolsonaro. Usa o instrumento, a ferramenta que você tem, que é sua voz, que é sua rede social grande — disse. O senador ainda pediu que os apoiadores compartilhem suas publicações, retransmitam a live e enviem o conteúdo a grupos de WhatsApp. Segundo ele, a campanha precisa dobrar o ritmo de trabalho em relação ao primeiro turno. — Eu estou remando aqui há mais de dez meses. Muita gente que está aqui acompanhando lá atrás não acreditava que o Flávio Bolsonaro pudesse chegar nesse momento com essa força. Estou aqui mais forte do que nunca, dando a minha parte, colocando a minha vida em risco, colocando a vida da minha família em risco, porque eu acredito no nosso país — afirmou. Disputa pelo canal de Lula No domingo, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, atendeu a um pedido da campanha de Flávio e determinou a suspensão do canal. A decisão foi revertida horas depois pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor da Corte, que restabeleceu o funcionamento do grupo e encaminhou o caso ao plenário do tribunal. O canal passou de cerca de 50 mil para mais de três milhões de seguidores após o primeiro turno, com o objetivo de distribuir áudios, vídeos e orientações aos apoiadores de Lula.
Flávio diz para eleitores correrem mais riscos nas redes após batalha jurídica envolvendo grupo pró-Lula no WhatsApp
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O Globo
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