O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou, durante um ato de campanha neste domingo (18), na Avenida Paulista, em São Paulo, que seu pai, Jair Bolsonaro, vai colocar a faixa presidencial nele caso seja eleito. A manifestação reuniu cerca de 72 mil pessoas no momento de maior concentração, segundo levantamento do Monitor do Debate Político da USP. O senador chegou ao local por volta das 11h, acompanhado de aliados, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o deputado federal Nikolas Ferreira, o deputado federal eleito Lucas Pavanato e o senador eleito Guilherme Derrite, além de outras lideranças políticas. Durante um breve discurso, no fim da manifestação, Flávio afirmou que iria poupar a voz para confrontar o presidente Lula no debate entre os presidenciáveis promovido pela Band, em parceria com outros veículos de comunicação. "Eu vou poupar a minha voz porque hoje eu quero vocês na televisão assistirem ao debate meu com o Lula", afirmou.
O candidato também disse que pretende aproveitar a oportunidade para "esfregar os crimes que ele cometeu contra a nossa nação". Flávio Bolsonaro afirmou ainda que, caso seja eleito presidente, pretende indicar quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) que sejam contrários ao aborto e às drogas. O ato teve clima de bloco de carnaval, com carros de som que tocaram versões de funk com letras de críticas ao PT. O público vestia, em sua maioria, camisas da seleção brasileira e carregava bandeiras do Brasil. Pedido para Trump atacar o Brasil A organização pediu que bandeiras de outros países fossem recolhidas, sob a justificativa de que o ato representava a nação brasileira. No entanto, um grupo de apoiadores levou um míssil inflável pedindo que o presidente americano, Donald Trump, atacasse o Brasil com armas nucleares. Apoiadores de Flávio Bolsonaro levaram um míssil inflável para a Paulista Reprodução A manifestação ocorreu uma semana depois de um ato de apoiadores do presidente Lula, também na Avenida Paulista. Na ocasião, não houve divulgação de uma estimativa de público. Segundo a USP, a campanha não autorizou o sobrevoo do local por drones.
CBN