O candidato ao Palácio do Planalto pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro (PL), sinalizou possíveis nomes que poderão integrar cargos na Esplanada em um eventual governo. Entre os nomes citados estão o da coordenadora econômica do plano de governo, Daniella Marques, o do candidato ao Senado por São Paulo Guilherme Derrite (PP-SP) e da deputada Simone Marquetto (PP-SP). As declarações foram feitas nesta segunda-feira (28) no podcast católico SantoFlow.
“Você prefere uma Dani Marques ou um Haddad na Economia? Um Derrite ou um Lewandowski na Justiça? É fácil escolher qual lado, correto?”, declarou Flávio. De acordo com ele, no entanto, neste momento ainda não é possível adiantar nomes. “Mas, assim que a gente vencer as eleições, se Deus quiser, aí começa. Depois a gente conversa com essas pessoas para ver em quais áreas a gente vai realocar”, declarou.
Segundo Flávio, a escolha de ministros buscará não repetir erros do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Eu vou ter a liberdade de montar um time de ministros top. Até nisso, com o presidente Bolsonaro, eu vou fazer melhor do que ele. Eu conheço mais gente, tenho mais relacionamento, já sei quem são as pessoas em que eu posso confiar e quem já esteve lá e não pode voltar para o governo”, disse o senador.
De acordo com Flávio Bolsonaro, alguns dos nomes que estão com ele na campanha também poderão ser indicados para ministérios. Ele sinalizou que Dani Marques “é a pessoa que está ajudando na economia” e que irá contribuir para “o maior programa de mobilidade social do mundo”.
Também sinalizou que Derrite é um nome considerado: “É importante você ver os nomes. Quem é que está do nosso lado? Tem o Derrite na Segurança Pública, no plano de trabalho, com atuação na segurança aqui do estado de São Paulo. O relator da Lei Antifacção fortaleceu muito a lei contra as facções criminosas”.
Flávio citou ainda a deputada Simone Marquetto – nome que também foi ventilado para a vice na sua chapa. Segundo ele, ela terá “um papel importante no governo”. “A Simone também é uma pessoa que está do nosso lado e terá um papel importante. É alguém que já foi prefeita e sabe como funciona a máquina toda, que vai ajudar bastante também”, declarou.
Polêmica da Nossa Senhora Aparecida
A ida de Flávio ao podcast católico SantoFlow fez parte de estratégia para se defender da polêmica envolvendo a Nossa Senhora Aparecida, que ganhou fôlego nos últimos dias da campanha. O candidato usou o espaço para se defender de acusações de que atuaria para retirar o título de padroeira do Brasil, defendeu a liberdade religiosa e disse que o Estado não deve interferir nas religiões:
“E tá tudo bem quem é católico, quem é evangélico, quem não tem religião, quem tem religião de matriz africana. Cada um tem que se conectar com Deus da forma que achar melhor. O Estado não tem que se meter nisso. Esse é o meu ponto. O Estado não tem que se meter na religião de ninguém”, declarou o candidato.
Ele afirmou, ainda, que não irá interferir nas religiões. “O meu compromisso é esse. Eu não quero saber, eu não vou me meter se o pastor pode ou não pode falar uma coisa do púlpito. Eu não quero me meter na forma da Igreja Católica, se o padre tem ou não tem que ter o celibato para exercer esse chamado de Deus que ele teve”, declarou.
Valor