Na live diária "Contagem Regressiva", comandada pela jornalista Vera Magalhães, os colunistas do GLOBO Lauro Jardim e Fabio Graner contam bastidores das campanhas de Flávio Bolsonaro (PT) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na véspera do debate da GLOBO, como estão os últimos dias antes do segundo turno das eleições 2026 e os desdobramentos de uma vitória do candidato bolsonarista.
Voto indefinido: as cidades com mais eleitores que podem decidir o segundo turno Pesquisa Quaest: Número de indeciso dobra e chega a 14% na pesquisa espontânea Uma das principais mudanças na campanha de Flávio em relação ao debate da Band, é o afastamento do candidato do PL da figura de Pablo Marçal. Marçal foi responsável pela preparação do bolsonarista no embate do último domingo.
— Hoje tem Datafolha, que baliza muito as campanhas, e, amanhã, o debate da TV Globo. É o grande momento. A campanha do Lula aposta com tudo na possível virada. Flávio foi aconselhado a se afastar do Marçal. A rejeição do Marçal foi o que provocou isso, não foram os conselhos antes do debate da Band. Foi percepção pragmática que o Marçal traz rejeição — conta Lauro Jardim. Por outro lado, a campanha de Lula está abraçada com o deputado federal André Janones (Rede), que criou o canal "Exército de Lula", no WhatsApp, com mais de 7 milhões de inscritos, de forma autônoma. Inclusive, ministros do atual governo foram instados a participar do canal. — O Janones mudou o tom da campanha. De fato, tem uma ordem (aos ministros) de todo mundo entrar em campo, abastecer com discursos de suas áreas o exército do Janones. Está todo mundo convergindo ali para o canal de WhatsApp —contou Fabio Graner.
Transição de governo À frente das pesquisas eleitorais neste segundo turno, Flávio Bolsonaro é tido como favorito, mas tem evitado o clima de já ganhou. A campanha de Lula, no entanto, ainda não jogou a toalha. Lauro Jardim acredita que a transição de governo, se Flávio Bolsonaro vencer a disputa, será tomada pelo indulto de Jair Bolsonaro.
— No momento de transição, se Flávio ganhar, o ideal seria tratar da economia. Mas, a partir do dia 25, o que vai nublar a transição é a questão de Jair Bolsonaro, quando ele vai ser indultado, se vai ser antes da posse. O mais importante para o bolsonarismo é a libertação de Jair Bolsonaro, mais do que reajuste do salário. É páreo duro com impeachment do Supremo. Prevejo algum tumulto por causa do histórico da família — diz Lauro Jardim.
O mercado também aponta para o favoritismo do senador, segundo o colunista Fabio Graner. Apesar das medidas anunciadas serem contrárias ao discurso de austeridade da campanha do PL. — O mercado segue comprado na vitória do Flávio Bolsonaro, o favoritismo continua com o senador. O mercado segue precificando isso. Do ponto de vista eleitoral, tem essa preocupação com o anúncio das medidas do Lula. Do lado do Flávio, tem o ViraPix, por exemplo, que não está claro. As promessas do Flávio tornam difícil um ajuste fiscal mais drástico. E já modulou o discurso de que 1,5% de ajuste tem que ser em quatro anos. O mercado está caindo na real de que não tem cara de choque no início do governo — diz Graner.
ACOMPANHE Live na reta final das eleições A cobertura do GLOBO traz na reta final das eleições 2026 a live diária "Contagem Regressiva", comandada pela jornalista Vera Magalhães com a presença dos colunistas do jornal para discutir as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os bastidores e os resultados das últimas pesquisas.
Nesta quinta-feira, os convidados são os colunistas Lauro Jardim e Fabio Graner. Na quarta-feira, Míriam Leitão, Renato Meirelles, Maurício Moura e Thays Oyama analisaram a segunda pesquisa Quaest do segundo turno e as chances de Lula virar o jogo nas urnas. O primeiro convidado da live foi o comentarista político Thomas Traumann, que analisou o desempenho dos candidatos no debate da Band, realizado na véspera. Na terça-feira, os jornalistas Míriam Leitão e Bernardo Mello Franco avaliaram as propostas populistas de última hora dos dois candidatos.
O Globo