O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (RJ), acusou o diretor-geral afastado da Polícia Federal (PF) Andrei Rodrigues de perseguir "adversários políticos" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio também pediu que a corporação tenha "autonomia" após o afastamento de seu chefe, determinado hoje pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Leia mais
"Chefe da PF (companheiro, camarada, amigo, irmão, brother, cupincha, parça, aliado, preposto, indicado, pau-mandado de Lula) acusado de liderar investigações clandestinas contra um ministro do STF. Grupo especial de Lula na Polícia Federal desmascarado oficialmente. Que a honrosa e gloriosa Polícia Federal volte a ter autonomia para ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula", publicou o senador nas redes sociais.
Flávio tem utilizado a crise no STF em sua campanha, pedindo o fortalecimento de Mendonça e o afastamento do ministro Alexandre de Moraes da Corte. Esse foi um dos principais temas abordados pelo candidato à Presidência e por seus aliados durante a manifestação de 7 de setembro que ele promoveu na Avenida Paulista nesta segunda-feira (7).
Na decisão em que determinou o afastamento de Rodrigues, Mendonça diz que o chefe da PF o monitorava de forma ilegal há pelo menos um mês. O ministro também argumentou que há "irregularidades e potenciais ilicitudes" nos relatórios que foram usados por Moraes para pedir a sua investigação na última quinta-feira (3).
Valor