Suspensão do programa conhecido como "Bolsa Mounjaro" atende a um pedido da farmacêutica Eli Lilly Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
A Justiça do Estado de São Paulo determinou a suspensão do programa de tratamento gratuito contra obesidade em Urupês, no interior de São Paulo, conhecido como “Bolsa Mounjaro”. A decisão atende a um pedido da multinacional farmacêutica Eli Lilly do Brasil Ltda, fabricante do Mounjaro.
Em nota divulgada à imprensa nesta quinta-feira (5), a empresa afirmou que entende que a decisão liminar é uma medida que protege a segurança dos pacientes. Segundo a farmacêutica, a Anvisa e diversos tribunais têm reiterado o entendimento de que a manipulação é permitida apenas em circunstâncias restritas e específicas, para atender a necessidades médicas individualizadas de um paciente, mediante prescrição de profissional qualificado.
“O modelo adotado em Urupês, de dispensação padronizada de tirzepatida manipulada em larga escala no âmbito de um programa público instituído por decreto municipal, é incompatível com esse regime expõe os pacientes a riscos graves à saúde”, disse em comunicado. A prefeitura adotou a manipulação como uma alternativa de menor custo para atender aproximadamente 400 pacientes com obesidade e comorbidades.
Segundo informações do Estadão Conteúdo, os frascos manipulados saíam por cerca de R$ 900, enquanto a caneta da empresa Eli Lilly custava por volta de R$ 1,5 mil. De acordo com o prefeito e médico da cidade, Beto Cacciari, o programa municipal é inédito no país e foi estruturado com critérios clínicos, indicação médica e acompanhamento individualizado.
A administração afirma que os pacientes possuíam prescrição específica e ampola própria e que o tratamento contava com acompanhamento de equipe multiprofissional. “Não se tratava de uma distribuição indiscriminada de medicamentos.
O programa tinha critérios de inclusão, avaliação médica e acompanhamento multiprofissional. O medicamento adquirido pelo município possui registro junto à Anvisa, atestando sua segurança e eficácia, e o modelo de manipulação e aplicação é similar ao praticado por inúmeras clínicas particulares em todo o Brasil”, declarou Cacciari.
Júlia Matos é estudante de Jornalismo na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Cobre temas como política, justiça e economia em âmbito nacional e internacional, aplicando conhecimentos que acumulada sobre democracia e políticas públicas.
Entusiasta dos direitos das mulheres, assinou uma reportagem sobre os desafios da participação feminina na política. Foi premiada no 15º Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão e no 3º Prêmio ACI Ocesc de Jornalismo, além de ter participado como speaker do TEDx Blumenau 2024.
Atuou na cobertura das Eleições Gerais de 2022, focada na produção de boletins informativos e acompanhamento do dia das votações pela Rádio Ponto UFSC. Leia mais ▾
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