Filipe Luís fora do Flamengo: treinador engrossa lista de demissões 'surpresa'; relembre outros nomes

 

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A demissão de Filipe Luís do comando do Clube de Regatas do Flamengo entrou para a galeria das saídas mais inesperadas da história recente do clube. O comunicado oficial, publicado à 1h da madrugada desta terça-feira, pegou o treinador de surpresa e provocou reações imediatas no elenco.

Bastidores: próximo de acerto com Jardim, Flamengo decidiu demitir Filipe Luís antes de jogo com Madureira

A decisão partiu do presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e foi comunicada pelo diretor José Boto ao treinador logo após o fim da entrevista coletiva. Segundo apuração do GLOBO, Filipe foi pego de surpresa pela decisão, que não estava em seu radar. Inclusive, ao falar com a imprensa, disse relevar a pressão externa sobre seu trabalho e mostrou confiança para dar continuidade a ele.

Nos bastidores, o desgaste vinha desde dezembro. A saída é tratada internamente como o capítulo final de uma relação que já apresentava fissuras, em um ambiente descrito como “panela de pressão” Filipe Luís estava no comando do time profissional do Flamengo desde o final de setembro de 2024. Foram 63 vitórias, 23 empates e 15 derrotas, um aproveitamento próximo dos 70%. Com ele, o time marcou 183 gols e sofreu 68. O treinador faturou cinco títulos: Libertadores, Brasileirão, Copa do Brasil, Supercopa do Brasil e Campeonato Carioca.

O episódio amplia uma lista de demissões que, mesmo com títulos ou bons números, terminaram de forma abrupta na Gávea.

Dorival Júnior: campeão e dispensado

Em novembro de 2022, Dorival Júnior deixou o Flamengo semanas após conquistar a Libertadores e a Copa do Brasil. Mesmo com a renovação encaminhada, a diretoria negociava paralelamente com o português Vítor Pereira. O anúncio da saída foi feito pelo próprio treinador nas redes sociais.

Dorival Junior, durante treindo do Flamengo

Marcelo Cortes / Flamengo

Dorival encerrou sua passagem com 43 jogos:

26 vitórias

8 empates

9 derrotas

A ruptura, apesar dos títulos, deixou a sensação de quebra de confiança.

Rogério Ceni: desgaste interno e isolamento

Em julho de 2021, Rogério Ceni foi demitido após início irregular no Brasileirão e ambiente conturbado no departamento de futebol. Contratado em novembro de 2020, Ceni comandou o time em 45 partidas:

23 vitórias

11 empates

11 derrotas

59,3% de aproveitamento

Rogério Ceni durante treino do Flamengo em 2020.

Alexandre Vidal/Flamengo/Divulgação

O treinador enfrentava crescente isolamento no centro de treinamento e falta de respaldo público da diretoria. A comunicação também foi feita de madrugada.

Renato Gaúcho: números altos, clima baixo

Em novembro de 2021, após a derrota na final da Libertadores para o Palmeiras, Renato Gaúcho deixou o cargo.

Renato Gaúcho durante derrota do Flamengo para o Athletico pela Copa do Brasil 2021 em pleno Maracanã

Alexandre Vidal / Flamengo

Mesmo com 72,8% de aproveitamento — 25 vitórias, 8 empates e 5 derrotas em 38 jogos — a avaliação interna indicava que não havia mais clima para continuidade. A decisão foi tomada após conversa com o treinador.