Com a classificação e a liderança garantidas, Raul Cabral aproveitou a partida contra o Blumenau para rodar o elenco do Figueirense, observar jovens e dar ritmo a jogadores que voltavam de lesão Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
A derrota do Figueirense para o Blumenau, no último compromisso da fase de classificação da Copa Santa Catarina, precisa ser analisada dentro do contexto da competição. O resultado de 3 a 2 fica em segundo plano, afinal, o Furacão já havia garantido a classificação antecipada e, mais importante, a primeira colocação, assegurando a vantagem de decidir em casa nas semifinais.
Talvez houvesse até um componente pessoal e coletivo na tentativa de Raul Cabral de preservar a invencibilidade de 13 partidas, mas isso não era o mais relevante no jogo. O principal objetivo era aproveitar a partida para rodar o elenco, observar jogadores com pouca minutagem, dar ritmo a quem estava voltando de lesão e avaliar jovens que podem ganhar espaço na sequência decisiva da competição.
E, nisso, Raul Cabral cumpriu essa missão. Arthur Henrique e Silvinho precisavam recuperar ritmo de jogo e aprimorar a condição física.
Maílson e Arthur Martins também tiveram oportunidade de movimentação, enquanto os garotos da base Alvinegra Léo Renz e Zé Luiz começaram entre os titulares. No segundo tempo, da base, ainda entraram os meias Arthur Vieira e Pedro Melo.
Entre as observações positivas, destaque para Pedro Melo. O jovem mostrou personalidade, participou bem da organização defensiva e ainda apareceu no setor ofensivo, com duas finalizações.
Foi, na minha avaliação, um dos jogadores que mais aproveitaram a oportunidade. Arthur Vieira também ganhou minutos, mas a atuação foi tímida e faz parte desse processo de formação.
Dentro de campo, o Figueirense fez um primeiro tempo razoável, com boa organização defensiva, conseguiu sair na frente e foi para o intervalo vencendo por 1 a 0. O problema foi o retorno para a etapa final.
A equipe voltou completamente desconectada do jogo, perdeu organização e permitiu que o Blumenau não apenas buscasse o empate, mas construísse a virada. O adversário teve ainda oportunidades claras para ampliar a vantagem e transformar o placar em uma goleada.
Com as entradas de Arthur Vieira, Pedro Melo, Silvinho e Zé Carlos, o Figueirense recuperou parte da qualidade ofensiva e conseguiu chegar ao empate, em cobrança de pênalti sofrido por Silvinho e convertido pelo próprio atacante. Entretanto, no momento decisivo, prevaleceu o maior entrosamento da equipe de Blumenau, que demonstrou mais intensidade, vontade e disciplina tática.
Gustavo Modesto, ex-Avaí, e Josué foram destaques no setor ofensivo do adversário e participaram diretamente da construção do terceiro gol, que premiou a atuação do visitante. Não há motivo para transformar essa derrota em um sinal de alerta desproporcional.
O Figueirense já havia cumprido seu primeiro objetivo na Copa Santa Catarina. Mais importante do que preservar uma sequência de invencibilidade era oferecer ao treinador informações sobre o elenco, observar alternativas e recuperar jogadores para a fase decisiva.
Raul Cabral teve a oportunidade de fazer essas avaliações. Agora, começa outro campeonato: semifinal, jogos de maior responsabilidade e a necessidade de apresentar a melhor versão do Figueirense.
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