A derrota para o Náutico, foi o retrato da rota que o Avaí construiu do próprio iminente rebaixamento

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A derrota do Avaí para o Náutico apenas confirmou um roteiro alimentado por erros de gestão, no futebol planejamento deficiente, contratações insuficientes e falta de liderança Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

O Avaí entrou em 2026 no roteiro do rebaixamento, colocou a temporada no piloto automático e, sem fazer qualquer desvio de rota, está muito perto de chegar à Série C. As chances matemáticas existem, mas são ínfimas: basta um empate entre Athletic e Ceará, na segunda-feira (2), para confirmar a queda.

Na derrota por 1 a 0 contra o Náutico, a escalação de Marquinhos Santos indicava uma equipe defensiva, disposta a arrastar o jogo, especular em um lance e encontrar um gol. O problema é que nem para competir o Avaí conseguiu se apresentar.

O primeiro tempo foi constrangedor: não criou, não ameaçou, não demonstrou sangue ou alma. Faltou até aquilo que o clube associa no seu hino, de time de raça.

Sem viés ofensivo, ainda foi para o intervalo perdendo por 1 a 0. Com as entradas de Léo Gamalho, Gaspar e Kauã Gabriel, jogadores mais ofensivos e os dois últimos formados na base, o Avaí produziu um pouco mais no segundo tempo.

Muriel fez pelo menos duas grandes defesas, mas foi muito pouco. Apesar que Léo Gamalho, com mobilidade e ações reduzidas, mas pesou a área e pouco fez.

Marquinhos Santos obviamente não foi o responsável pela queda que se avizinha, mas fez parte do processo, e teve sua parcela. Escolhas duvidosas na escalação inicial e nas trocas durante os jogos.

Insistência de Wenderson na beirada, sem que tenha as mínimas características ofensivas. Não ter apostado no Gaspar no ataque, que mesmo com suas limitações, entrega mais ofensivamente que as escolha, e por ter origem na base, conhece a história do clube e tem sangue nas veias.

Só um problema pessoal ou de lesão, para Marquinhos ter tirado o Daniel Penha no intervalo do jogo em Recife. O único jogador que efetivamente pode trazer algo diferente no time, ser tirado em jogo decisivo, só algo dessa ordem.

O time muito reativo, até contra o Londrina, que apesar da vitória, o time sofreu no segundo tempo. Insistir em um jovem como Caio Suassuna para resolver no ataque, com a responsabilidade de alguém que exigia mais casco.

A equipe seguiu sem eficiência, qualidade na definição e poder de reação para buscar o empate ou a virada. Para quem precisava vencer — único resultado que manteria viva a disputa pela permanência —, a atuação ficou muito aquém.

O fracasso não nasceu em Recife. É consequência de uma temporada de escolhas frágeis e de uma estrutura de comando que não deu respostas.

O Avaí tem um presidente jovem, um vice-presidente experiente na vida, mas sem trajetória no futebol, e um diretor de futebol de 29 anos, no segundo ano de carreira como executivo. Em campo, faltaram lideranças e jogadores capazes de chamar a responsabilidade.

As perdas ao longo da temporada, sem a devida reposição, deixaram um elenco jovem e limitado, especialmente no ataque. Os atrasos salariais completaram o cenário.

Houve promessas de pagamento antes dos jogos contra Botafogo e Náutico que não foram cumpridas. Inclusive com quem negocia a compra da SAF Avaiana.

Prometer e não honrar a palavra é um erro letal. Como cobrar mobilização e entrega de um grupo com salários atrasados? Também faltou articulação para mobilizar o empresariado local e o futuro controlador de 90% da SAF, a Kactus Capital, para colocar os vencimentos em dia.

Fora de campo, o clube reduziu despesas e dívidas, mas ainda deve fechar 2026 com déficit de aproximadamente R$ 23 milhões. A única conquista efetiva foi o título da Copa Sul-Sudeste, que garantiu vaga na Copa do Brasil.

Muito pouco diante do tamanho do Avaí e do que se esperava para a temporada. Se o empate entre Athletic e Ceará confirmar o rebaixamento, será a oficialização de uma queda construída durante meses.

O Avaí não chega à Série C por acaso ou por um resultado isolado. Chega por uma gestão que falhou no planejamento, na montagem do elenco, na liderança e no cumprimento de compromissos básicos.

Faltou rumo, planejamento e capacidade de reação nos momentos mais decisivos. Um fracasso retumbante.

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