Dirigido por Enock Carvalho e Matheus Farias, “A margem do rio" foi escolhido como melhor longa-metragem de Ficção da Mostra Premiere Brasil, a principal vitrine do cinema nacional no Festival do Rio 2026. Coprodução entre Brasil e Alemanha, o longa marca a estreia em longas-metragens dos diretores após trajetória de destaques em curtas por festivais internacionais. "As margens do rio" acompanha Izaquiel (Caique Copque), um homem que trabalha como auxiliar de serviços gerais no Recife, cidade entrecortada por rios e manguezais. À noite, ele se aventura perigosamente em busca de encontros secretos no mangue. Seu mundo vira de cabeça para baixo quando ele cruza o caminho de Jeremias (Ítalo Martins), um pescador intrigante e magnético. À medida que uma ameaça externa invade o lugar trazendo violência, Jeremias conduz Izaquiel numa jornada rumo às profundezas do coração do manguezal. O prêmio de melhor longa-metragem documentário ficou com “Elza”, de Eryk Rocha. No filme, é a própria Elza Soares quem conduz o relato de sua vida. O documentário constrói um retrato da cantora, combinando imagens inéditas, imagens de arquivos raros e momentos marcantes da trajetória da artista. Já o prêmio de melhor curta-metragem ficou com "Santo", de Maria Luísa Alves. Na história, um acidente de trânsito coloca dois jovens entregadores no caminho um do outro em São Paulo. aproximação faz com que os dois entrem em contato com experiências e formas de encarar a vida diferentes das suas.
Gabriel Martins, diretor de "Marta um", foi escolhido como melhor diretor da mostra por “Vicentina pede desculpas”. O filme conta a história de uma mãe que precisa lidar com luto da morte do filho.
A melhor direção em documentário foi para Camila Valença, por “Cão sem plumas", sobre a Companhia de Dança Deborah Colker.
Nesta 28ª edição do Festival do Rio, 101 filmes brasileiros, entre longas e curtas-metragens, foram exibidos ao longo evento, dos quais 45 competiram nas mostras oficiais. Um público de mais de 150 mil pessoas compareceu ao longo do período de 1 de outubro até esse domingo (11), data de encerramento do festival.
Atuações reconhecidas Isabel Teixeira e Grace Passô dividiram o prêmio de melhor atriz por suas performances em “Diário do fogo" e ""A professora de francês", respectivamente.
Victor di Marco foi recompensado como melhor ator da mostra por “London”, que também roteiriza e dirige. No filme, di Marco é London, um jovem gay com deficiência (paralisia cerebral) que vive de forma independente em Porto Alegre e trabalha fazendo performances eróticas em uma casa de fetiches Pedro Goifman por "A professora de francês", e Renna Costa, Artia e Ísis Broken, por "A margem do rio" levaram os prêmios de atores coadjuvantes.
A Mostra Premiere Brasil, que iniciou no dia 2 e terminou ontem, teve em 2025 o maior número de títulos da história do festival. Foram 125 filmes, entre curtas, médias e longas. Todos os vencedores Premiere Brasil • Melhor Longa-Metragem de Ficção A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias Empresa Produtora: Gatopardo Filmes • Melhor Longa-Metragem Documentário Elza, de Eryk Rocha Empresa Produtora: Aruac Filmes e Maria Farinha Filmes • Melhor Curta-Metragem Santo, de Maria Luísa Alves Empresa Produtora: UFO • Melhor Direção de Ficção Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas • Melhor Direção de Documentário Camila Valença, por Cão Sem Plumas • Melhor Ator Victor di Marco, por LONDON • Melhor Atriz Isabel Teixeira, por Diário do Fogo E Grace Passô, por A Professora de Francês • Melhor Ator Coadjuvante Pedro Goifman, por A Professora de Francês • Melhor Atriz Coadjuvante Renna Costa, Artia e Ísis Broken, por A Margem do Rio • Melhor Roteiro Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins • Melhor Montagem Cristina Amaral, Fabio Meira e Juliano Castro, por A Extraordinária Vida de Vera Valdez E Cristiane Oliveira e Tula Anagnostopoulos, por Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira • Melhor Fotografia Luciana Baseggio, por A Margem do Rio • Melhor Direção de Arte Ana Paula Cardoso por Funk • Melhor Figurino Samy Sill por LONDON • Melhor Som Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura por A Margem do Rio • Melhor Trilha Sonora Original Florencia Di Concilio, por A Professora de Francês • Prêmio Especial do Júri O Filho da Puta de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite • Melhor Longa-Metragem Documentário - VOTO POPULAR Fui Olhar Você Dormir de Anna Azevedo • Melhor Longa-Metragem Ficção - VOTO POPULAR Vicentina pede Desculpas de Gabriel Martins Mostra Novos Rumos Melhor Longa-Metragem Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur Empresa Produtora: Céu Vermelho Fogo Filmes Melhor Curta-Metragem Ondas de Silêncio, de Caio J. Bonfim Empresa Produtora: C-Bonfim Filmes Melhor Direção Thais Fujinaga, por Talismã Melhor Atriz Nina Prado, por O Deserto de Luiza Melhor Ator Pedro Leão, por Não Estamos Sonhando Prêmio Especial do Júri Elenco do curta Um Domingo de Maíra Bühler, Rô Albuquerque Prêmio MELHOR LONGA VOTO POPULAR O Deserto de Luiza de Alan Minas Prêmio Felix Melhor Filme Brasileiro A Margem do Rio de Enock Carvalho, Matheus Farias Melhor Filme Internacional Em Segredo (À voix basse) de Leyla Bouzid Melhor Documentário Pai e Pai (Father, Father) de Jake Witzenfeld Prêmio Especial do Júri Morfeu e Caronte de Jocimar Dias Jr, Luiz Ulian Menção Honrosa Elefantes na Névoa (Tinīharū) de Abinash Bikram Shah Prêmio Suzy Capó Personalidade do ano Rita Von Hunty / Guilherme Terreri • Mostra Expectativa - Prêmio aquisição TV Globo - VOTO DO PÚBLICO Maria Vitória de Mário Patrocínio Mostra Première Latina - Prêmio Aquisição Telecine - VOTO DO PÚBLICO Seis Meses no Prédio Rosa e Azul (Seis Meses en el Edificio Rosa con Azul), de Bruno Santamaría Razo • Prêmio FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema) Melhor Filme Brasileiro LONDON, de Victor di Marco e Márcio Picoli Melhor Filme Latino Seis Meses no Prédio Rosa e Azul (Seis Meses en el Edificio Rosa con Azul), de Bruno Santamaría Razo Prêmio Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira Melhor Filme Me deixa ser (Let Us Be), de Viviane D’Avilla Menção Honrosa 144 - Apocalipse Não, de João Paulo Cuenca
O Globo