Coluna do Estadão: Raquel Lyra:'Não vale tudo na política, papéis de instituições estão confusos'

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Fonte da notícia: O Liberal O Liberal

Única mulher eleita governadora no primeiro turno, Raquel Lyra (PSD) foi reconduzida para mais um mandato de quatro anos em Pernambuco. Superado o desafio das urnas, ela reflete sobre a campanha e desabafa: "Fui uma das mulheres mais violentadas do Brasil". Em entrevista à Coluna, a governadora criticou os métodos da disputa, cobrou regulamentação das redes e reclamou da falta de clareza nas atribuições dos Poderes no país. "Não vale tudo na política, o Brasil precisa discutir futuro... Está confuso o papel do Congresso, TSE, STF, TJ e TCE. Está uma confusão e não sabemos a quem recorrer". Sobre a corrida presidencial, ela continua sem declarar voto, manifesta gratidão ao presidente Lula e ressalta ter capacidade de construir pontes com o governo que for eleito. RECADO. "Falando aqui do meu país Pernambuco, o recado que recebo é de que as pessoas querem saber quem cuida delas, quem se importa em fazer o Estado prosperar. As pessoas estão cansadas de polarização", disse. PASSOU. No final do 1º turno Lula rompeu um acordo de neutralidade e foi ao palanque de João Campos (PSB) em PE. "Devo ir a Brasília em breve com meus projetos debaixo do braço para pedir recursos e firmar projetos pactuados que precisam sair do papel, como o metrô d Recife e a Transnordestina. Não posso questionar o posicionamento do presidente. Precisamos olhar para a frente. Não fecho portas. Essa questão de mágoa é do ponto de vista pessoal, mas institucionalmente tenho a responsabilidade de trabalhar junto, sempre". FUTUROLOGIA. Raquel evitou falar diretamente sobre eventual vitória de Flávio Bolsonaro. "Vamos esperar a eleição acontecer". SEM IDEOLOGIA. Ela ressaltou ter dialogado com os gestores dos 184 municípios pernambucanos e com o presidente da República. "O mais importante é compreender que um Estado como o nosso não tem capacidade de se isolar do Brasil e do mundo". DIREITA. Raquel avalia que essa corrente pode ter falado de temas que estavam relegados em razão do radicalismo. "Vivemos uma campanha muito violenta, baseada fundamentalmente em desconstrução de biografia. Nunca imaginei disputar uma eleição tão rasteira. Uma eleição nos dias de hoje é feita de recortes de 15 ou 30 segundos, cancela ou lacra". VÍDEO. Raquel alega que sua fala sugerindo laqueadura em uma mulher sem ela saber, estava fora de contexto, porém pediu desculpas. "Qualquer frase dita nesse contexto é passível de desculpas e não representa quem sou. Fui a governadora que mais realizou política pública para a mulher no estado". CRISE NO STF. Perguntada sobre o peso dessa crise no resultado, Raquel disse que no 1º turno estava focada na disputa local, sem tempo para mergulhar no cenário nacional. "Tive dificuldade de acompanhar e de entender os contextos de cada coisa para emitir uma opinião embasada. O que penso é que as pessoas olham perplexas e se perguntam o que vai ser. Muitas decisões e votos são tomados a partir disso. Precisamos ter estabilidade institucional. Não é isso que deve delimitar o voto. O tema do debate precisa ser o futuro do Brasil, como crescer de maneira justa e sustentável, e como fortalecer a democracia", concluiu. PRONTO, FALEI! Inês Coimbra Procuradora-geral Estado de SP "A advocacia pública tem o dever de se antecipar aos desafios que a reforma tributária trará. O momento é de grandes mudanças, e a resposta não pode ser esperar." CLICK Eduardo Braide Governador eleito do Maranhão Eleito no primeiro turno, Braide fez uma visita de cortesia aos membros do Tribunal Regional Eleitoral e parabenizou os integrantes pelo trabalho realizado. (Roseann Kennedy, com Eduardo Barretto e Leticia Fernandes)

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