Seis anos após o primeiro registro de peixe-leão em Fernando de Noronha, equipes de mergulho intensificaram as ações para conter o avanço da espécie invasora no arquipélago. Nesta quarta-feira (28), profissionais da Sea Paradise capturaram 312 exemplares em uma única expedição, um recorde para a operação.
Desde 2020, quase 5 mil animais já foram retirados do oceano. Nativo dos oceanos Índico e Pacífico, o peixe-leão é considerado uma ameaça à biodiversidade por sua rápida reprodução e por ser um predador de espécies marinhas locais.
As capturas, realizadas em mergulhos profundos e com longos períodos de permanência no fundo do mar, passaram a integrar a rotina de preservação da região. Veja:
Reprodução acelerada preocupa especialistas Segundo Fernando Rodrigues, mergulhador profissional da Sea Paradise, no início das operações capturar entre 30 e 40 animais em uma saída era algo incomum.
Atualmente, as equipes retiram, em média, de 100 a 150 exemplares por expedição. Os peixes capturados também são distribuídos para universidades brasileiras, onde são utilizados em pesquisas.
— Apesar de a gente também estar aumentando a eficiência na captura, eles estão se reproduzindo muito rápido. Se diminuirmos o esforço, vão tomar conta e dominar de vez.
Por isso, é necessário manter a captura dessa espécie, que pode prejudicar duramente o meio ambiente — afirma Rodrigues.
O Globo