A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno por apenas um ponto percentual (45% a 44%), configurando empate técnico entre os candidatos à Presidência da República. Para Felipe Nunes, a virada do petista só acontecerá se a campanha conseguir reduzir a alienação eleitoral, assim como fez Dilma Rousseff em 2014.
Intenções de voto, indecisão e 'medo de Bolsonaro': os reflexos do discurso sobre Bolsa Família na pesquisa Quaest Quaest: avaliação de governo Lula sobe, e 45% dizem que sua gestão é melhor que a de Jair Bolsonaro Segundo o diretor da Quaest, alienação eleitoral é a soma do número de abstenções e dos votos nulos e brancos. No primeiro turno das eleições 2026, foram mais de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas e quase seis milhões que não escolheram nenhum dos candidatos disponíveis.
Em 2022, a soma das abstenções e dos nulos e branco caiu somente 0,21% entre o primeiro e o segundo turno. Em 2014, a alienação eleitoral caiu mais de um ponto, o que permitiu a virada da Dilma no segundo turno. Apesar de a candidata do PT ter vencido Aécio Neves (PSDB) no primeiro turno, ela saiu atrás do candidato tucado nas pesquisas de segundo turno. — Se o nível da alienação eleitoral esperada para esse ano for próxima à de 2014, a mudança entre o primeiro e o segundo turno, há chance sim de o Lula fazer essa a virada. A Dilma virou na última semana por causa da queda da alienção eleitoral. O PT em 2014 conseguiu fazer o eleitorado que não votou em ninguém a escolher a Dilma. Isso para mim é mais decisivo do que olhar só para a taxa de abstenção — disse Nunes, completando. — O incumbente que conseguiu virar foi a Dilma quando a alienação caiu. O incumbente que não conseguiu foi Jair Bolsonaro, quando a queda não foi significativa.
O Globo