Feira Preta leva shows gratuitos de  Teresa Cristina, Tati Quebra Barraco, Leci Brandão à Pequena África

Feira Preta leva shows gratuitos de Teresa Cristina, Tati Quebra Barraco, Leci Brandão à Pequena África

 

Fonte: Bandeira



Com o tema “Negra é a raiz da revolução”, a Feira Preta está de volta ao Rio após dez anos. Considerado o maior festival de cultura e economia preta da América Latina, o evento vai ocupar o Píer Mauá, o Armazém Kobra e o circuito histórico da Pequena África, de sexta (29) a domingo (31), com programação intensa que mistura rodas de conversa, oficinas, exibições de filmes, artes cênicas, shows e mais. A abertura, como manda o rito, fica por conta de Filhos de Gandhi e Ilê Asé Iyá Omi Funfun, que comandam o cortejo no Boulevard Olímpico, entre o Armazém Kobra e o Armazém 1 (sex, das 17h30 às 19h).

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No sábado, quem abre os trabalhos é o bloco Prata Preta (às 12h), em dia que vai do soul ao funk, e que tem ainda Josiel Konrad e seu Jazz Proibidão (às 17h), Baile Black Bom, com Don Filó e Sandra Sá (das 14h às 18h), Tati Quebra Barraco e Titica (às 18h30) e muito mais. Os shows se dividem entre o Armazém Kobra e o Armazém 1.

Tati Quebra Barraco

Divulgação

Para Adriana Barbosa, fundadora do evento, “pensar o line-up desta edição foi também pensar quais vozes traduzem a memória e a potência da Pequena África”.

— O samba nasce desse território, da presença e da resistência das mulheres negras que sustentaram culturalmente o Rio de Janeiro ao longo da História — destaca.

O gênero musical marca presença no último dia, com um line-up que inclui Leci Brandão convidando Marina Íris e Geovana (às 18h20), e Teresa Cristina com Áurea Martins e Rita Beneditto (às 20h10).

— Reunir artistas como essas e tantas outras é reconhecer essa linhagem feminina que mantém viva uma herança cultural fundamental para o Brasil.

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Guito Moreto

Entre os filmes que serão exibidos no Cine Raiz (Armazém 1) estão “Malês”, de Antônio Pitanga, e “O pai da Rita”, de Joel Zito Araújo. Nos painéis do Cais do Valongo, dois destaques são “Cozinha de favela”, com João Diamante, Aline Santos e Adalberto Nunes (sáb, às 13h30) e “Era uma vez… Escrevivências para o amanhã”, com Conceição Evaristo e Pretinhas Leitoras (sáb, às 15h30).

Voltar ao Rio depois de uma década, para Adriana, “tem um simbolismo muito profundo” para a Feira Preta:

— É um retorno às raízes da diáspora negra brasileira, mas também uma afirmação de futuro, mostrando que cultura, memória e economia preta caminham juntas na construção de novas possibilidades para o país.

A programação completa está disponível no site oficial da Feira Preta.