Governo dos EUA inicia investigação criminal contra escritora que acusa Trump de estupro
O Departamento de Justiça do governo dos Estados Unidos iniciou uma investigação criminal contra a escritora E. Jean Carroll. Ela ficou marcada politicamente por ter acusado o presidente americano Donald Trump de agressão sexual.
O caso foi revelado pela imprensa americana, entre eles a rede de TV CNN, NBC News, ABC News e mais.
A investigação supostamente gira em torno da questão de se Carroll cometeu perjúrio durante seus processos civis contra Trump, após os quais ela recebeu uma indenização de US$ 5 milhões, destacam as reportagens.
O procurador-geral interino Todd Blanche se declarou impedido de participar da investigação, devido à sua atuação anterior como representante de Trump no caso. O caso, então, é liderado pelo Procurador dos Estados Unidos para o Distrito Norte de Illinois, Andrew Boutros.
Trump foi considerado culpado em dois processos civis que resultaram em indenizações que totalizaram quase US$ 90 milhões por agredir sexualmente Carroll e difamar ela ao negar as acusações.
Ele foi considerado culpado em 2023 por abusar sexualmente de Carroll em um provador de uma loja de departamentos na década de 1990 e também foi considerado culpado em um caso de difamação separado, mas relacionado, envolvendo Carroll.
No início deste mês, Trump pediu a um tribunal federal de apelações em Nova York que suspendesse sua decisão de rejeitar seu recurso contra o processo de difamação movido por ela, para que ele pudesse recorrer à Suprema Corte dos EUA.
O pedido surgiu depois que o Tribunal de Apelações do 2º Circuito dos EUA se recusou a reexaminar a alegação de imunidade de Trump e sua tentativa de substituir os Estados Unidos como réu no caso.
A investigação é apenas a mais recente de uma série de investigações iniciadas pelo departamento contra opositores de Trump, várias das quais enfrentaram dificuldades de avançar nos tribunais e júris populares.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso.
Brendan SMIALOWSKI / AFP
