Deputados avaliam que a influência de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, pode levar um novato à presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O nome é o de Rogério Franco (PL-SP), ex-prefeito de Cotia (2017-2024), eleito para o primeiro mandato de deputado estadual.
Dentro da bancada do PL, porém, há resistência a Franco justamente por ele ser estreante na Casa. O incômodo foi exposto por parlamentares em reunião da bancada na terça-feira (3/11), como mostrou o colunista Vinícius Passarelli.
Outro nome que pode ser favorecido pela proximidade com Valdemar é o de Rodrigo Ashiuchi (PL-SP), ex-prefeito de Suzano (2017-2024) e ex-secretário do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo. Aliados dizem que ele pode voltar à gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e se licenciar do mandato.
Os dois são aliados de André do Prado (PL-SP), atual presidente da Alesp e eleito para o Senado. Prado foi prefeito de Guararema (2005-2008).
Tanto Guararema quanto Suzano ficam no Alto Tietê, reduto político de Valdemar. O pai dele, Valdemar Costa Filho, foi prefeito de Mogi das Cruzes, e o cacique do PL mantém forte influência na região.
Além de Franco e Ashiuchi, o líder da bancada, Alex Madureira (PL-SP), também pleiteia a sucessão de Prado. Os deputados Thiago Auricchio (PL-SP), Ricardo Madalena (PL-SP) e Marcos Damasio (PL-SP) também se colocam na disputa.
Tenente Coimbra (PL-SP) tenta se firmar como o nome do bolsonarismo. O desempenho nas urnas não acompanha necessariamente a preferência pela presidência.
Eduarda Campopiano, recordista de votos para a Alesp, até onde consta não pleiteia a presidência. Coimbra foi o terceiro mais votado do PL e Ashiuchi, o quinto.
Madureira ficou em 11º. Franco aparece só na 17ª posição entre os 27 eleitos do partido.
Na próxima legislatura, a eleição da Mesa Diretora será antecipada de março para o início de fevereiro. O PL ampliou sua bancada de 21 para 27 deputados e segue como a maior força do Legislativo paulista.
Pelo acordo de proporcionalidade, os cargos da Mesa são distribuídos conforme o tamanho das bancadas, e a presidência deve continuar com o partido. Eduarda Campopiano – 1.956.238 votos Giovanni Sanches – 235.363 votos Tenente Coimbra – 198.342 votos Thomaz Henrique – 178.164 votos Rodrigo Ashiuchi – 162.562 votos Marcos Damasio – 156.691 votos Dani Alonso – 155.574 votos Conte Lopes – 139.225 votos Felipe Sertanejo – 138.277 votos Delegada Graciela – 125.624 votos Alex Madureira – 122.704 votos Paulo Mansur – 107.073 votos Franco Sardelli – 98.375 votos Danilo Balas – 96.188 votos Letícia Aguiar – 94.832 votos Ricardo Madalena – 94.319 votos Rogério Franco – 89.156 votos Bruno Zambelli – 82.946 votos Coronel Paganotto – 77.703 votos João Paulo – 76.371 votos Rodrigo Moraes – 73.787 votos Lucas Bove – 71.263 votos Capitão Mosart – 70.997 votos Lisboa – 67.413 votos Isaac Antunes – 61.953 votos Fabiana Bolsonaro – 61.183 votos Thiago Auricchio – 59.942 votos
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