Parentes, amigos e fãs se reúnem nas esquinas das Ruas Paraisópolis e Divinopolis, no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, para celebrar o legado do músico e compositor Lô Borges, que morreu há exatamente um ano. Foram montadas tendas e um palco para apresentações de músicos no local onde nasceu o "Clube da Esquina", um dos mais importantes movimentos da MPB brasileira e que foi fundado por Lô Borges, junto com outros grandes artistas, como Milton Nascimento.
O compositor e músico Juarez Moreira fez questão de comparecer para relembrar a música de Lô Borges. Ele também disse que o mais importante é a nova geração celebrar o legado deixado pelo artista mineiro.
A homenagem começou por volta das 16h. Já passaram pelo palco o guitarrista Wilson Lopes e o baixista Beto Lopes, que sempre acompanharam os artistas do Clube da Esquina; e daqui a pouco é aguardada a presença de Toninho Horta, um dos expoentes do Clube da Esquina.
O irmão de Lô Borges, Nico Borges, também compareceu. Muito emocionado, ele levou um busto dourado do irmão para homenageá-lo durante o show.
O cantor e compositor Lô Borges morreu aos 73 anos, em 2 de novembro do ano passado, após ficar internado por 20 dias devido a uma intoxicação por medicamentos. Autor de canções que marcaram a música brasileira, como, "Um Girassol da Cor do Seu Cabelo"; "O Trem Azul"; "Paisagem da Janela" e "Clube da Esquina 2", Lô Borges lançou 17 álbuns durante a carreita- incluindo a obra póstuma.
Esse último disco, chamado "A Estrada", foi lançado em junho deste ano e contém 10 composições inéditas deixadas pelo artista antes de falecer. Nove delas foram escritas em parceria com o irmão Márcio Borges, companheiro musical de longa data.
CBN