O ministro do STF André Mendonça determinou, nesta quinta-feira (5/11), que o empresário Maurício Camisotti seja enviado para prisão domiciliar. Ele está preso desde dezembro de 2025.
Camisotti assinou um acordo de delação premiada sobre as fraudes no INSS. A colaboração detalha o esquema de descontos associativos em contracheques de aposentados e pensionistas.
O empresário é apontado pela PF como o operador financeiro das fraudes, que chegariam a R$ 6,5 bilhões e teriam ocorrido durante pelo menos seis anos. Ele é apontado pelas investigações como líder empresarial e sócio oculto da Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (AMBEC).
A denúncia destaca que ele era um dos beneficiários diretos das fraudes, responsáveis por movimentar mais de R$ 1 bilhão. As autoridades apontam que as entidades responsáveis pelos descontos nas aposentadorias e as empresas que prestavam serviços a elas funcionavam, na verdade, como uma fachada estruturada para a lavagem de dinheiro.
O empresário foi alvo da mesma fase da operação policial que prendeu Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Em nota à imprensa, os advogados Daniel Bialski e Pierpaolo Bottini, que representam Maurício Camisotti, disse que a decisão de André Mendonça se justifica no fato de o empresário não representar riscos para as investigações.
“Felizmente se reconheceu que a prisão não mais se justificava, seja pelo excesso de prazo, seja pelo desaparecimento de motivos de sustentação, e, ainda, porque Maurício jamais atrapalhou o andamento das investigações, diversamente, aliás. A liberdade deferida segue o entendimento da Suprema Casa e da legislação pátria, já que a custódia cautelar não pode, jamais, se transmutar em antecipação de pena.
Aguardar-se-á o desfecho da investigação e de eventual processo e ele cumprirá todas as medidas restritivas determinadas”.
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