Familiares e amigos se despedem de policial baleado em helicóptero durante operação no Rio
Amigos, familiares e colegas de profissão começaram a se despedir do piloto de helicóptero da Polícia Civil, Felipe Marques Monteiro, que morreu, no domingo (17), após mais de um ano de luta pela recuperação.
O velório e a cremação do agente foram marcados para esta terça-feira (19), às 15h. Está previsto um cortejo saindo da base do Serviço Aeropolicial da Polícia Civil, na Lagoa, em direção ao Cemitério e Crematório do Caju.
Nas redes sociais, a viúva de Felipe, Keidna Marques, prestou uma homenagem emocionada ao marido. Ela afirmou que o policial “lutou como sempre” ao longo dos 423 dias de recuperação e disse que o legado deixado por ele é maior do que a dor da despedida. Segundo Keidna, o agente “foi um guerreiro do início ao fim”. Outros familiares, amigos e colegas também publicaram mensagens em memória do piloto.
O delegado titular da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil, Fabrício Oliveira, destacou a coragem e o compromisso do agente durante o exercício da função.
Felipe morreu com um quadro grave de infecção após complicações de uma cirurgia de prótese craniana realizada, em 20 de abril. O policial foi baleado durante operação na Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste do Rio, em março do ano passado. Felipe sobrevoava a comunidade em um helicóptero da Core. A aeronave foi atingida por disparos, e o copiloto acabou atingido por um tiro de fuzil que perfurou o crânio.
Desde então, enfrentava um longo processo de recuperação. Inicialmente, ficou internado entre março e dezembro do ano passado e recebeu alta médica no fim de 2025, após nove meses de internação. No início deste mês, o agente passou por procedimentos para retirada de hematomas e sangramentos na cabeça e, depois, para a inserção de um dreno. Nos últimos dias, o quadro clínico se agravou, e ele não resistiu.
Um dos suspeitos de participar do ataque foi preso em abril do ano passado. Outros envolvidos seguem foragidos.
