Família processa escola nos EUA após mais de 50 alunos comerem pretzels com produto de limpeza

Família processa escola nos EUA após mais de 50 alunos comerem pretzels com produto de limpeza - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Uma família entrou com uma ação judicial contra um distrito escolar do estado americano do Oregon após mais de 50 alunos do ensino fundamental comerem pretzels contaminados com um produto de limpeza para fornos. O processo, apresentado em setembro, pede indenização de até US$ 950.220,85 (cerca de R$ 4,7 milhões) e acusa a instituição de negligência, entre outras violações.

O episódio ocorreu em outubro de 2025, na Fowler Middle School, nos arredores de Portland, nos EUA Khada tapasya: o que acontece com o corpo de quem passa anos em pé?

Limites de tempo: pai denuncia uso excessivo de telas após filho assistir a 120 vídeos do YouTube na escola nos EUA Segundo a ação, cerca de 37 pretzels foram polvilhados com comprimidos triturados de um produto de limpeza industrial da marca Alto-Shaam, que contém hidróxido de sódio, uma substância corrosiva.

Os alimentos foram servidos durante o almoço de alunos do sexto ano, e mais de 50 estudantes teriam ingerido parte ou a totalidade dos pretzels contaminados. O distrito escolar de Tigard-Tualatin atribuiu o episódio a um erro humano.

Uma funcionária da cozinha teria confundido o produto de limpeza com sal e utilizado a substância para temperar os alimentos. A polícia investigou o caso, mas encerrou a apuração sem apresentar acusações criminais.

Aluno sentiu ardência após comer pretzel O processo tem como foco um estudante identificado pelas iniciais L.L., que, segundo a ação, sentiu ardência imediata na boca e na garganta após comer um dos pretzels.

Ele também teria apresentado dor no peito e desconforto estomacal, além de desenvolvido ansiedade em relação à alimentação servida na escola. A família acusa a instituição de não ter adotado medidas adequadas para proteger o estudante e de ter demorado a comunicar o ocorrido aos responsáveis.

De acordo com a ação, o serviço de controle de intoxicações só foi contatado cerca de 27 minutos depois que os funcionários perceberam o problema. O primeiro e-mail enviado às famílias teria sido encaminhado quase duas horas após o consumo dos alimentos.

A denúncia também afirma que o menino foi mantido em uma sala por aproximadamente uma hora, onde recebeu atendimento e foi monitorado sem que seus pais fossem avisados. Depois, ele teria sido encaminhado de volta à aula, sob a justificativa de que não apresentava sintomas naquele momento.

Segundo a mãe, porém, o filho voltou para casa com dor de garganta e no estômago. Funcionária teria alertado sobre o produto

A ação também se baseia no relato de Chloe Larson, uma funcionária temporária da cozinha que teria percebido o problema após provar o tempero utilizado nos pretzels e sentir ardência. Segundo a denúncia, ela procurou a embalagem descartada e precisou insistir para que a responsável pela cozinha verificasse o rótulo, que identificava a substância como um produto para limpeza de fornos.

O processo sustenta que a escola falhou em manter produtos químicos corrosivos separados dos alimentos, em treinar adequadamente os funcionários para manusear essas substâncias e em impedir que o material triturado fosse deixado sobre uma bancada usada no preparo das refeições. A família também alega que foi excluída das decisões relacionadas à assistência médica do estudante e que ele foi exposto a um risco conhecido.

A ação inclui acusações de negligência, responsabilidade civil e violações de direitos civis. A investigação policial foi encerrada sem acusações criminais por falta de elementos suficientes para estabelecer causa provável de crime.

O distrito escolar afirmou que não pode comentar o caso enquanto o processo estiver em andamento, mas confirmou que a funcionária responsável pela cozinha continua trabalhando na rede de ensino.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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