Família de 'sicário' de Vorcaro diz que não teve acesso a imagens da PF e ao inquérito sobre a morte
A família de Luiz Phillipi Mourão, apontado como o "Sicário" do empresário Daniel Vorcaro, afirma que não teve acesso às imagens das câmeras de segurança da sede da Polícia Federal, em Belo Horizonte e aos autos do inquérito sobre a morte. A informação foi confirmada à CBN pela defesa da família.
Segundo os advogados, nem a PF nem o Supremo Tribunal Federal (STF), autorizaram, até o momento, o acesso da família aos dados e às informações.
Mourão morreu no dia 6 de março no Hospital João 23 em Belo Horizonte. Segundo a PF, ele morreu dois dias após tirar a própria vida enquanto se encontrava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais.
A família também diz que o Instituto Médico Legal de Minas Gerais ainda não disponibilizou o laudo oficial com a conclusão técnica sobre o que causou o óbito.
Os advogados da família também afirmam em nota que Luiz Phillipi era uma pessoa de "amplo convívio social" e sem histórico de quadros depressivos, motivo pelo qual refutam a narrativa de autoextermínio.
Os advogados também contestam o uso do termo "sicário", assassino de aluguel, apelido atribuído a Mourão em decisões judiciais devido à sua suposta atuação no grupo de Daniel Vorcaro.
O objetivo dos parentes agora é obter os elementos produzidos na 3ª fase da Operação "Compliance Zero" para avaliar a coerência das acusações e buscar o que chamam de elucidação técnica e integral dos fatos.
A nossa reportagem entrou em contato com a Polícia Federal, com o STF e com o IML de Minas Gerais para um posicionamento e aguardamos um retorno.
