Um suposto assalto comunicado à polícia ajudou a revelar um esquema de furtos de cargas de bobinas de aço em Santa Catarina. Nesta quarta-feira (28), a Polícia Civil deflagrou a segunda fase da operação Laços de Aço, com cinco mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão.
As ações ocorreram em Blumenau, Indaial e Joinville, em Santa Catarina, além de Altinópolis, no interior de São Paulo. A investigação é conduzida pela Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas da Diretoria Estadual de Investigação Criminal (DEIC).
O caso começou em maio de 2026, quando um motorista procurou a polícia e relatou ter sido assaltado em Gravatal, no Sul catarinense. Segundo o registro, criminosos teriam levado um semirreboque carregado com bobinas de aço.
A mercadoria havia saído de Araquari e tinha como destino Braço do Norte. Durante a investigação, porém, a Polícia Civil identificou indícios de que o assalto não havia acontecido.
Conforme a DEIC, o motorista teria participado do desvio da carga junto com o proprietário do caminhão e do semirreboque. Os investigadores também identificaram outros suspeitos, incluindo familiares do proprietário dos veículos.
De acordo com a Polícia Civil, o mesmo esquema teria sido utilizado em pelo menos outros três desvios de cargas. Em todos os casos investigados, as bobinas de aço foram carregadas em Santa Catarina, enquanto os supostos roubos foram registrados em outros estados.
Ao concluir a investigação, a Polícia Civil indiciou 11 pessoas por suspeita de participação em organização criminosa, furtos qualificados, falsas comunicações de crimes e adulteração de identificação de veículos, entre outros delitos. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 1.157.774 em bens, direitos e valores ligados aos investigados e às empresas apontadas como participantes do esquema.
A medida busca garantir recursos para eventual ressarcimento dos prejuízos. A primeira fase da Laços de Aço ocorreu em 5 de agosto, quando foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Ceará.
As provas reunidas naquela etapa permitiram à polícia identificar novos suspeitos e empresas supostamente utilizadas nos crimes. O nome da operação faz referência tanto às bobinas de aço furtadas quanto aos vínculos familiares identificados entre integrantes do grupo investigado.
A Polícia Civil não informou, no comunicado divulgado nesta quarta-feira, quantas pessoas foram efetivamente presas durante a segunda fase. Para essa e outras notícias acesse nosso site Visor Notícias.
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