O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, arquivou nesta terça-feira investigações derivadas do inquérito das fake news, entre elas uma apuração sobre o pastor Silas Malafaia e outra sobre o escritor Guilherme Fiuza. O ministro ainda deu cinco dias para que a Polícia Federal preste informações sobre diligências pendentes em uma apuração sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O pedido relacionado ao ex-chefe do Executivo, hoje preso e condenado por crime de golpe de Estado, tem relação com uma investigação que apura o vazamento de informações sigilosas da Polícia Federal. O inquérito foi aberto aberto após Bolsonaro, à época em que era presidente, usar um inquérito sigiloso sobre um ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral em 2018 para atacar as urnas eletrônicas.
A investigação em questão foi aberta após o Tribunal Superior Eleitoral enviar ao Supremo uma notícia-crime contra Bolsonaro. Na época, a Corte destacou que o ataque hacker investigado pela PF não gerou qualquer risco ao pleito de 2018.
O pedido de investigação foi feito uma semana após o ex-presidente ser incluído no inquérito das fake news. Após a PF prestar informações sobre eventuais medidas pendentes de cumprimento no inquérito, o caso que implica não só Bolsonaro, mas também o ex-deputado Filipe Barros, será enviado à Procuradoria-Geral da República.
O órgão terá de dar um parecer sobre a continuação da investigação ou seu arquivamento. Mesmo procedimento foi adotado por Fachin nas investigações que o presidente do STF decidiu arquivar nesta segunda-feira.
O ministro encerrou três casos: uma investigação sobre Malafaia; uma apuração sobre Fiuza; e uma investigação sobre o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Nas duas primeiras investigações, Fachin entendeu que não havia "indícios suficientes da prática de crimes".
Já o inquérito sobre Eduardo foi arquivado porque o ex-deputado já foi condenado em uma ação derivada da apuração. (em atualização)
O Globo