Embora devam continuar oferecendo produtos para consumidores comuns, fabricantes de PCs como a Lenovo, HP e Dell devem se focar mais no segmento corporativo nos próximos anos. Segundo fontes da ET News, foi essa a maneira que as empresas encontraram de permanecer lucrativas diante de um momento marcado por aumentos constantes nos preços de componentes.
Elas afirmam que, apesar da relevância que essas companhias têm no mercado, elas só receberem entre 70% a 80% das encomendas de DRAM e SSDs que fizeram em meses recentes. Para evitar que isso volte a acontecer, elas passaram a se comprometer a contratos de longo prazo que vão entrar em efeito a partir de 2027.
Imagem: Divulgação/Lenovo
Ao se focar no segmento corporativo, as fabricantes de PCs também vão ter a segurança de conseguir trabalhar com contratos com prazos mais duradouros. De forma semelhante, o segmento garante receitas mais previsíveis em um momento no qual a demanda de consumidores está em queda.
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Fabricantes de PCs vão ter dificuldade em conquistar o consumidor comum
A aposta da Lenovo, HP e Dell no segmento corporativo é resultado de uma diminuição nas vendas dessas empresas para o público consumidor. Com os aumentos constantes de preços que o mercado registrou em meses recentes, muitas pessoas decidiram adiar novas compras ou simplesmente desistiram delas.
Segundo dados da Omdia, isso resultou em uma queda anual de 21% nas unidades de máquinas que foram enviadas às lojas no terceiro trimestre deste ano. No mesmo período, novos PCs chegaram aos consumidores por praticamente o dobro do preço que era cobrado no mesmo período de 2025.
Imagem: Divulgação/Dell
A expectativa é que as quantidades de envios caiam mais 7% até 2027, o que deve deixar fabricantes de PCs ainda mais preocupadas. Ao mesmo tempo que o público lida com o encarecimento de aparelhos eletrônicos, ele também precisa tentar sobreviver a um mundo no qual o custo de vida em geral ficou mais caro.
Curiosamente, os problemas do segmento para consumidores comuns aliviaram um pouco as pressões de demanda de DRAM e SSDs. Empresas vão usar isso para se focar mais em máquinas especializadas em lidar com tarefas de inteligência artificial, que devem formar mais de 50% dos envios de PCs para o mercado norte-americano no terceiro trimestre de 2026.
Fonte: WCCFTech
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