Fabricante de chips busca trocar terras raras para driblar cerco chinês

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Fonte da notícia: Cafezinho Cafezinho

A maior fabricante de semicondutores do planeta iniciou consultas a fornecedores para retirar componentes de terras raras das máquinas de suas fábricas. A TSMC, sigla em inglês para Taiwan Semiconductor Manufacturing Co., tenta proteger a produção dos chips mais avançados do mundo contra os controles de exportação impostos pelo governo chinês em outubro de 2026.

A medida responde à exigência de licenças estatais para o envio de minerais críticos e ímãs permanentes decretada por Pequim. Sem esses componentes, o funcionamento de equipamentos automatizados nas fábricas da empresa corre risco de paralisação.

Inversão da alavanca tecnológica O cerco de Pequim inverte a lógica da guerra tecnológica promovida pelos Estados Unidos contra a indústria chinesa.

Washington iniciou o conflito bloqueando a venda de processadores de ponta e máquinas de litografia sob o argumento de segurança nacional. A resposta chinesa atingiu a base material de toda a cadeia ocidental de tecnologia.

A China responde por 70% da mineração global de terras raras, 90% do refino e 95% da fabricação de ímãs permanentes segundo dados da Agência Internacional de Energia. Esses ímãs de neodímio e disprósio alimentam os motores elétricos de alta precisão que movimentam os braços robóticos nas fábricas automatizadas de Taiwan.

Uma eventual interrupção no fornecimento ameaça travar a fabricação de componentes para telefones celulares, sistemas de inteligência artificial, centros de dados e equipamentos militares do Ocidente. As conversas da fábrica de Taiwan com os produtores de equipamentos ocorrem em caráter preliminar.

Os engenheiros avaliam motores elétricos sem terras raras para reduzir o risco operacional decorrente das restrições de licenças de exportação. Corrida por alternativas minerais

A fragilidade da cadeia industrial levou os governos dos Estados Unidos e de Taiwan a buscarem rotas alternativas de suprimento. O diretor do Instituto Americano em Taiwan, Raymond Greene, declarou que Washington atua com aliados para expandir a capacidade de processamento de minerais críticos fora do domínio chinês.

O ministro dos Assuntos Econômicos de Taiwan, Kung Ming-hsin, anunciou apoio ao Instituto de Pesquisa de Tecnologia Industrial para criar uma linha piloto de processamento de terras raras. O projeto pretende cobrir 50% da demanda doméstica da ilha em três anos.

O desenvolvimento de alternativas enfrenta gargalos tecnológicos e altos custos de qualificação industrial. O controle exercido por Pequim sobre o refino e os ímãs expõe o limite do bloqueio americano, que concentrou sanções em programas e projetos mas ignorou o domínio das matérias-primas estratégicas.

Publicação Original Cafezinho ocafezinho.com
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