Considerado um homem "extremamente violento" e que usava armas de fogo para coagir quem estivesse por perto, o caminhoneiro Fabio Eugenio Madeira, de 56 anos, colecionava relatos de agressividade contra familiares, vizinhos e ex-companheiras, segundo a Polícia Civil. A avaliação do comportamento do investigado foi detalhada pela delegada Raffaella Aguiar, chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), na manhã desta sexta-feira (6), após o homem ser preso suspeito do assassinato da babá Jerlane Ribeiro Conceição, de 40 anos, morta a tiros em Jardim Carapina, na Serra.
"Ouvimos algumas pessoas e ficou bem claro de que se trata de um homem extremamente violento. Violento em relação às suas ex-companheiras, vizinhos e familiares", disse a delegada.
Jerlane foi morta na frente do próprio filho. Durante o ataque, um bebê de apenas 1 ano, neto do suspeito, e que estava sob os cuidados da babá, também foi atingido de raspão.
Segundo a delegada, Fabio possui registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), condição que permite a aquisição de armamentos. No entanto, ele não tinha permissão para andar armado pelas ruas.
Pelos relatos, ele utilizava a arma para ameaçar e amedrontar todos que o rodeavam e conviviam com ele De acordo com a delegada, Fabio admitiu que tinha consciência de que poderia atingir o próprio neto ao efetuar os disparos.
A criança foi baleada durante o ataque. Questionado se percebeu que havia atingido o bebê e se prestou socorro, o suspeito confirmou que sabia do ferimento, mas não ajudou a criança.
Em vez disso, teria procurado meios de fugir. Raffaella Aguiar também avaliou que o investigado tentou atribuir à vítima a responsabilidade pelo crime durante o interrogatório, em uma tentativa de amenizar a própria culpa.
estratégia para amenizar a própria culpa. "Toda a narrativa dele é para tentar comover as pessoas de que a culpa é da vítima e não dele.
Então, assim, o arrependimento dele não me comoveu, porque você via nitidamente que era uma manobra de defesa", afirmou a delegada. A reportagem tenta localizar a defesa de Fabio.
O espaço segue aberto para manifestação. ► Jerlane morava em um dos apartamentos de um prédio que o suspeito possui em Jardim Carapina, na Serra.► Ela cuidava de um bebê, neto do suspeito, no momento do crime.
Ele foi ferido no braço. O filho dela, de cerca de 7 anos, presenciou o assassinato e saiu do imóvel para pedir ajuda.
Comerciantes acionaram a polícia. ► Testemunhas viram Fabio saindo do local em um carro branco. Ele foi preso na noite do crime, na Rodovia do Contorno, em Cariacica.
A Gazeta