Explosão de foguete da Blue Origin acontece após NASA anunciar parceria com empresa para viagens à Lua

Explosão de foguete da Blue Origin acontece após NASA anunciar parceria com empresa para viagens à Lua

 

Fonte: Bandeira



O acidente com explosão do foguete New Glenn da empresa Blue Origin levantou questionamentos a NASA dias após a empresa anunciar os planos de construir uma base lunar e de realizar mais missões no astro em uma parceria justamente com a empresa de Jeff Bezos.

O acidente ocorreu na noite dessa quinta-feira (28) no Cabo Canaveral, centro de lançamentos da Nasa, na Flórida.

A Origin realizava teste de motores e, na ignição, ocorreu a explosão, mas ninguém se feriu. O caso também não gerou problemas no tráfego aéreo, de acordo com a Administração Federal.

A NASA anunciou uma investigação sobre o caso ao lado da Blue Origin, especialmente para entender os impactos em prazo menor. Além disso, a agência espacial americana admitiu que irá revelar informações sobre possíveis problemas para futuros lançamentos e missões da Artemis, assim como a construção da base lunar.

O projeto da base lunar também contará com a empresa Blue Origin, de Jeff Bezos, para partes do hardware necessário para sua operação, anunciou o executivo do programa na terça-feira (26).

A Blue Origin foi selecionada para produzir os chamados veículos de pouso para terreno lunar (LTV, na sigla em inglês), acrescenta. A empresa compete diretamente nas empreitada espaciais com a SpaceX de Elon Musk.

Entenda mais do projeto da base lunar

Imagem do funcionamento de base lunar que seria construída pela NASA.

Divulgação/NASA

A NASA revelou os mais recentes planos da construção e estabelecimento de uma base perto do polo sul da Lua em breve. A ideia é que isso seja realizado em três etapas, sendo a primeira em 2028.

Com isso, mais missões ocorrerão para a Lua e a obtenção de 'acesso à superfície confiável e de alta frequência'. Os cientistas realizarão pesquisas e lançarão as bases para a construção da base.

Durante a segunda fase, atualmente planejada para o período entre 2029 e 2032, a NASA garantiria os locais iniciais para a base lunar e estabeleceria a infraestrutura lunar inicial para permitir estadias mais longas dos astronautas.

A agência também planeja estabelecer missões tripuladas semestrais para a Lua durante essa fase.

A terceira fase, a partir de 2032, aumentaria ainda mais o número de lançamentos com o objetivo de estabelecer uma presença humana contínua na Lua.

O anúncio foi feito pela agência americana nessa terça-feira (26), com diversas imagens conceito de como seria essa 'cidade', conforme citada pelo arquiteto-chefe do projeto, Nujour Merancy. Segundo ele, o motivo pelo qual a base seria tão grande é que não existe terreno na Lua que atenda a todos os requisitos para uma base em termos de ciência, tecnologia e habitação.

'Quando você começa a juntar todas essas coisas, elas acabam se espalhando um pouco mais, como uma cidade, à medida que você vai construindo', declarou.

Imagens conceito da base lunar da NASA.

Divulgação/NAS

O chefe da NASA, Jared Isaacman, afirma que a agência espacial irá 'aproveitar' sua estratégia da década de 1960 em sua missão de retornar à Lua, mas, para desta vez, ficar. Ele acrescenta que a agência estará 'descobrindo o que funciona e o que não funciona', já que a base lunar é tão 'bonita quanto hostil'.

'Sob a luz do sol, a superfície pode aquecer a mais de 250°C. Na escuridão, pode cair bem abaixo de -200°C. Nas crateras permanentemente sombreadas, [existem] áreas de grande interesse que permaneceram intocadas pela luz solar durante milhões, até mesmo bilhões de anos', diz Isaacman.

'Não há atmosfera para moderar esses extremos, nenhuma proteção contra radiação e eventos de partículas solares, e a superfície está exposta a impactos de meteoritos, incluindo o tipo de flashes de luz que a tripulação da Artemis II observou da órbita', observou.

Mas, segundo ele, o objetivo final é aprender como tornar a vida melhor na Terra