'Exército do Lula' é tirado do ar por 48h e só deve voltar após votação da PEC contra escala 6x1

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Fonte da notícia: CBN CBN

O canal de whatsapp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), ficou novamente fora do ar na noite desta terça-feira (13), após uma decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques.

A medida ocorreu mesmo depois que a campanha do presidente Lula registrou formalmente o endereço eletrônico do canal na Justiça Eleitoral. Nunes Marques havia determinado que o registro era necessário para que o canal pudesse funcionar durante a campanha. Mesmo após a regularização, o ministro estabeleceu que seria preciso aguardar 48 horas antes da retomada das publicações, conforme regra eleitoral. O canal tem mais de 4 milhões de inscritos e é utilizado para divulgar conteúdos de apoio à candidatura de Lula. Embora a campanha petista tenha feito o registro no TSE, o PT afirmou que isso não significa que tenha assumido a administração do canal, que continua sob responsabilidade de Janones. No Instagram, o deputado negou irregularidades no canal e criticou o bloqueio às vésperas de votações decisivas no Congresso, como o fim da escala 6x1: "Em um episódio que ficará marcado para todos sempre na história da política brasileira, na história da nossa defesa da democracia, às 23h26min, o canal Exército do Lula, que nunca divulgou fake news, que não compartilhou fake news, como eu sempre tenho dito, eu vou repetir, não precisa acreditar em mim, eu tenho 4 milhões e 300 mil testemunhas, ele foi retirado do ar. E o canal só voltará às 23h26min de quinta-feira, dia 15 de outubro. Fica a pergunta, será uma coincidência o canal ter caído justamente durante a votação do fim da escala 6x1? Cada um faça aí a sua própria análise." As decisões em torno do funcionamento do canal incomodaram ministros do TSE que falaram reservadamente em uma tensão interna às vésperas do segundo turno. A avaliação é que o presidente do TSE “atropelou” o corregedor-geral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que tinha enviado o caso para análise do plenário.

Nesta terça-feira (13), Nunes Marques derrubou a decisão de Villas Bôas sem enviar a decisão para análise do colegiado. Mas o corregedor insistiu e reiterou com urgência o pedido para levar o caso ao plenário. Em meio às denúncias de fake news na campanha, o presidente do TSE se reuniu com as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro ontem. No encontro foram discutidas medidas de proteção contra deepfakes. De acordo com o ministro Kássio Nunes Marques, a conversa foi positiva. Na reunião, Nunes Marques também pediu que as campanhas atuem junto de apoiadores para prevenir ações que gerem confronto no dia do segundo turno das eleições.

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