Executivos do Ueno Bank são presos após quebra do banco e bloqueio de contas

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Fonte da notícia: Folha de Pernambuco Folha de Pernambuco

A crise bancária que levou à intervenção do paraguaio Ueno Bank já resultou em oito prisões. Dirigentes do banco digital e executivos de empresas ligadas ao Grupo Vázquez, que controla a instituição, foram detidos na noite de terça-feira.

O banco fechou as portas e bloqueou o acesso de clientes a contas e investimentos, após ser considerado insolvente. Uma instituição financeira é considerada insolvente quando não consegue honrar seus compromissos.

Para evitar que a situação piorasse, o Banco Central do Paraguai interveio no Ueno e trabalha, agora, em um plano de como devolver o dinheiro retido aos correntistas. “Empezamos a analizar las conductas de los directivos del banco.

Vamos a analizar también con el equipo de trabajo como se realizaron ciertos movimientos para ir determinando si habría algún tipo de responsabilidad en otras entidades”, dijo la agente fiscal. Seis dos oito presos passaram a noite na sede da Agrupación Especializada da Polícia Nacional, unidade que abriga alguns dos bandidos mais perigosos do país e que também recebe figuras políticas ou empresariais de destaque sob custódia judicial ou preventiva, em geral por questões de segurança ou falta de vagas no sistema penitenciário comum.

Duas presas foram encaminhadas a Comissaría de Mulheres, segundo o jornal paraguaio La Nación. @@NOTICIAS_RELACIONADAS@@

Em entrevista ao canal GEN, o comissário Isidro Gamarra disse que os seis detidos homens que foram inicialmente transferidos para o local ficaram no mesmo espaço e comeram cocido com coquito com coquito, tradicional comida paraguaia. O cocido é uma bebida quente semelhante ao mate, preparada com erva-mate tostada.

Coquito são biscoitos ou pãezinhos típicos. Veja quem são os detidos:

Juan Gustale, presidente do Ueno Bank Juan Manuel Gustale Cardoni, de 41 anos, ocupava a presidência do Ueno Bank no momento dos acontecimentos.

Sua trajetória profissional é marcada pela atuação nas áreas de regulação financeira e administração pública, com mais de 14 anos de experiência no setor. É mestre em Direito Bancário e Regulação Financeira pela London School of Economics, no Reino Unido, e em Administração Pública pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

Antes de assumir a presidência do Ueno, integrou o conselho de administração do Banco Nacional de Fomento (BNF) entre 2017 e 2021. Também ocupou diferentes cargos no Banco Central do Paraguai, entre eles o de diretor jurídico da Superintendência de Bancos, chefe de gabinete do conselho de administração e superintendente de Risco de Lavagem de Dinheiro e Financiamento do Terrorismo (LD/FT).

Além da atividade executiva, Gustale leciona em universidades e publicou artigos especializados sobre sistema bancário, regulação e inclusão financeira. Miguel Vázquez, primeiro vice-presidente e fundador do Ueno

Federico Miguel Vázquez Villasanti, de 36 anos, ocupava o cargo de primeiro vice-presidente do Ueno Bank. É um dos principais nomes do grupo empresarial por trás da instituição, já que é fundador do Ueno e presidente do Grupo Vázquez, principal acionista do banco.

Anteriormente, foi CEO da Credicentro, empresa que faz parte do histórico empresarial de sua família. Sua formação inclui especializações em finanças, gestão empresarial, transformação digital e inovação em serviços financeiros em instituições como o INCAE, além de programas executivos em Harvard e na Universidade de Miami.

Diana Mongelós, segunda vice-presidente do Ueno Bank Diana Leticia Mongelós González, de 40 anos, ocupava a segunda vice-presidência do Ueno Bank.

Sua trajetória profissional está ligada principalmente às áreas jurídica, de recursos humanos e de gestão organizacional. É advogada formada pela Universidade Nacional de Assunção (UNA), tem especializações na área de recursos humanos e formação como coach ontológica profissional.

Sua ligação com a estrutura do Ueno também remonta ao processo de fusão por incorporação com o Visión Banco. Segundo os documentos societários da operação, ela participou em representação do Visión Banco S.A.E.C.A., na condição de diretora titular, e atuou no processo de formalização do acordo definitivo de fusão.

As atas das assembleias incluídas na documentação da operação também registram sua nomeação como integrante titular do conselho de administração resultante da fusão com o Ueno Bank. Julio Rey, ex-segundo vice-presidente do Ueno Bank

Julio Daniel Rey Fernández, de 47 anos, ocupou o cargo de segundo vice-presidente do Ueno Bank. De acordo com os registros disponíveis, em junho de 2025 ele ainda aparecia nessa função na estrutura de direção da instituição.

Sua inclusão entre os detidos está relacionada à sua antiga ligação com a administração do banco, embora não tenham sido encontradas outras informações curriculares que permitam ampliar seu perfil profissional. Atualmente, não se sabe qual é sua relação com o Ueno.

Diego Duarte, diretor titular do Ueno Bank Diego Fernando Duarte Schussmuller, de 50 anos, é economista e ocupava uma cadeira no conselho de administração do Ueno Bank como diretor titular.

Sua trajetória profissional inclui cargos de alta direção em instituições financeiras dos setores privado e público, no Paraguai e no Brasil. Entre seus antecedentes mais relevantes está sua passagem pelo conselho de administração do Banco Central do Paraguai (BCP), além de sua atuação como presidente e gerente-geral da Agência Financeira de Desenvolvimento (AFD).

Também esteve à frente da agência de classificação de risco Solventa S.A., onde exerceu as funções de presidente, gerente-geral e membro do conselho de administração. Além do cargo no Ueno Bank, aparece como primeiro vice-presidente da Ueno Seguros.

Alejandro Gómez, diretor titular do Ueno Bank Alejandro Gómez Abente, de 44 anos, é formado em Administração de Empresas.

Também integrava o conselho de administração do Ueno Bank como diretor titular. Seu perfil profissional está relacionado ao mercado de capitais, às finanças corporativas e à gestão de riscos.

Entre seus antecedentes profissionais estão passagens por instituições financeiras internacionais, como Morgan Stanley, em Londres; HSBC, em São Paulo; e Standard & Poor's, em Buenos Aires. Também ocupou cargos de CEO, presidente e diretor em instituições financeiras nacionais e internacionais.

Mariana Torres, ex-diretora titular do Ueno Bank Mariana Isabel Torres Rubiani, de 41 anos, foi diretora titular do Ueno Bank após o processo de fusão por incorporação com o Visión Banco.

Sua participação na operação está documentada na escritura pública correspondente, na qual atuou em representação do Visión Banco S.A.E.C.A., na condição de diretora titular. A documentação societária também registra sua participação no processo de formalização do acordo definitivo de fusão e confirma que ela foi nomeada diretora titular do conselho de administração resultante da operação.

Atualmente, não se sabe qual é sua relação com o Ueno. Miguel Ángel Almada, ligado à Ueno Seguros e ao Grupo Vázquez

Miguel Ángel Almada Frutos, de 49 anos, aparece como síndico titular do Ueno Bank e da Ueno Seguros. Além disso, em seu perfil profissional no LinkedIn, informou que atuava como diretor jurídico do Grupo Vázquez, conglomerado empresarial que é o principal acionista do Ueno Bank.

É advogado e possui especializações em análise de políticas públicas e propriedade intelectual. Entre seus antecedentes profissionais está sua participação na estruturação da infraestrutura jurídica do Tigo Money.

Além de integrar a estrutura do Ueno, Almada Frutos possui participações acionárias em empresas relacionadas que foram identificadas pelo BCP durante seu processo de investigação: Grupo MSA, GrupoHendy S.A., Aime S.A. e Tuiu S.A.

Publicação Original Folha de Pernambuco folhape.com.br
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