Ex-cheerleader é indiciada por homicídio após autópsia mostrar que bebê nasceu vivo

 

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O destino de Laken Snelling, de 21 anos, vai ser decidido por um júri em tribunal no Kentucky (EUA). A jovem, ex-animadora de torcida (cheerleader), foi indiciada por homicídio culposo de primeiro grau após o corpo do seu filho recém-nascido ter sido encontrado morto num armário em agosto do ano passado. O caso horrorrizou a opinião pública nos EUA. "Deixem-na na cadeia para sempre", postou um internauta revoltado no X, ecoando um sentimento de revolta recorrente na rede.

Laken foi formalmente acusada no condado de Fayette na terça-feira (10/3), depois que o Instituto Médico Legal de Kentucky determinou que o bebê nasceu vivo e que a causa da morte foi asfixia por meios indeterminados, informou a WKYT.

A jovem havia sido inicialmente acusada de abuso de cadáver, adulteração de provas e ocultação de nascimento de um bebê. Laken alega que o filho havia nascido morto, o que acabou desmentido por legista.

Ela enfrenta uma pena máxima de 20 anos de prisão pela acusação de homicídio culposo em primeiro grau e mais 11 anos pelas demais acusações, caso seja considerada culpada.

Relembre o caso

Laken deu à luz um menino por volta das 4h da manhã do dia 27 de agosto, em sua casa fora do campus, em Lexington.

Suas colegas de quarto — que suspeitavam que Snelling estivesse escondendo uma gravidez — disseram à polícia que ouviram barulhos altos e estranhos vindos de seu quarto durante a madrugada. Após o parto, ela teria limpado o sangue do local, tomado banho e saído de casa — faltando às aulas da manhã e a uma consulta na clínica da universidade — para ir ao McDonald's.

Laken Snelling posta sobre suas metas na vida: ser mãe era uma delas

Reprodução/TikTok

Enquanto ela estava fora, suas colegas de quarto entraram no quarto e encontraram uma "toalha ensanguentada no chão e um saco plástico contendo evidências do parto". Eles encontraram o recém-nascido dentro de um saco plástico preto em um armário e ligaram para o 911, dizendo ao atendente que o bebê estava "frio ao toque".

Quando a então cheerleader voltou para casa, encontrou policiais à sua espera e foi presa. Inicialmente, Laken argumentou que o bebê havia caído no chão após o parto, mas que ela não achava que ele estivesse "respirando ou vivo".

A líder de torcida alegou então ter desmaiado "em cima do bebê" e acordado com o bebê "azul e roxo". A americana admitiu que enrolou "o bebê como um burrito e deitou ao lado dele" porque isso "lhe dava um pouco de conforto naquele momento".

No entanto, uma investigação posterior revelou que ela disse à equipe médica que o recém-nascido havia apresentado "alguns movimentos fetais" e emitido um "choramingo" após o nascimento.

Ela também teria tirado várias fotos durante o trabalho de parto, mas as apagou "na tentativa de esconder o parto", de acordo com a polícia. Investigadores acreditam que outras imagens podem ter sido destruídas antes de sua prisão.

Laken Snelling e o namorado

Reprodução/X

Nas redes sociais, circulam fotos em que Laken aparece com o suposto namorado, Conner Jordan, com as mãos carinhosamente sobre a barriga dela, embora não haja confirmação de que ele seria o pai do bebê. Segundo internautas, a líder de torcida parece estar com uma "barriga de grávida" nas imagens. Fotos em redes sociais mostram que a americana não escondia a gravidez, e muitos agora se perguntam se Laken "mudou de ideia" sobre o bebê após dar à luz.

Conner aparece em diversas postagens em redes sociais de Laken meses antes da sua prisão. Não está claro quando os dois começaram a namorar. O jovem apagou as suas contas em redes após o caso surgir na imprensa.

Quem é Laken?

Laken é natural de White Pine (Tennessee) e estudava Estudos Interdisciplinares sobre Deficiência. O Kentucky é considerado um dos estados com uma das mais restritivas legislações de proibição ao aborto nos EUA. O aborto é quase totalmente proibido no estado — sem exceções em caso de estupro ou incesto. O procedimento só é permitido quando se previne "risco substancial de morte" ou "comprometimento grave e permanente de um órgão vital" da gestante.