Zelensky diz a filho do último xá do Irã que Ucrânia quer 'um Irã livre que não coopere com a Rússia'

 

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O presidente da Volodymyr Zelensky afirmou ao filho do último xá do Irã, Reza Pahlavi, que a Ucrânia deseja “um Irã livre que não coopere com a Rússia”. A declaração foi feita durante um encontro entre os dois em Paris.

Pahlavi, que vive exilado nos Estados Unidos, já declarou que está disposto a liderar um governo de transição caso a República Islâmica do Irã deixe o poder.

“A Ucrânia realmente deseja ver um Irã livre que não coopere com a Rússia nem desestabilize o Oriente Médio, a Europa e o mundo”, publicou Zelensky na rede social X (Twitter).

“Sou grato ao príncipe herdeiro por suas claras garantias de apoio à soberania e integridade territorial da Ucrânia”, disse ele, acrescentando que suas equipes “permanecerão em comunicação”.

O presidente ucraniano também afirmou que é “crucial que o regime iraniano não ganhe nada” com o conflito e que o povo iraniano tem o direito de “determinar seu próprio destino”.

Desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, há cerca de quatro anos, Moscou tem utilizado drones Shahed de origem iraniana e também versões produzidas localmente, chamadas de Geran-2.

Kiev teme que a guerra no Oriente Médio esteja desviando a atenção internacional do conflito na Ucrânia — especialmente diante da necessidade urgente de mísseis antiaéreos, que também estão sendo usados em grande escala no Golfo para interceptar mísseis e drones iranianos.

O que significa ser um 'xá'?

Xá é um título usado por monarcas do Irã. A palavra vem do persa “shah”, que significa literalmente “rei” ou “governante”.

Historicamente, o título foi utilizado por vários soberanos persas ao longo de séculos. O último xá do país foi Mohammad Reza Pahlavi, que governou o Irã até 1979.

Nesse ano ocorreu a Revolução Iraniana, que derrubou a monarquia e instaurou a atual República Islâmica liderada por líderes religiosos. Após a revolução, o xá deixou o país e morreu no exílio.

Hoje, o filho dele, Reza Pahlavi, vive fora do Irã e é considerado por alguns opositores do regime como herdeiro simbólico da antiga monarquia.