Ex-AC/DC diz que Pink Floyd não teria chegado a lugar nenhum sem famoso integrante

Ex-AC/DC diz que Pink Floyd não teria chegado a lugar nenhum sem famoso integrante - Foto
Fonte da notícia: Whiplash Whiplash

Por Bruce WilliamPostado em 08 de novembro de 2026 O Pink Floyd reuniu alguns dos músicos mais importantes da história do rock, mas existe quem considere que um deles teve um papel especialmente decisivo na trajetória da banda.

É o caso de Chris Slade, baterista que passou pelo AC/DC, Uriah Heep e The Firm, entre outros grupos, e que não economizou elogios a David Gilmour, com quem trabalhou durante os anos 1980. Slade participou da turnê de "About Face", segundo álbum solo de Gilmour, lançado em 1984.

A experiência deixou excelentes lembranças no baterista, que destacou não apenas o talento do guitarrista, mas também sua personalidade e sua maneira de encarar a música. Em entrevista concedida ao jornalista Marcelo Vieira para o site Igor Miranda, em agosto de 2024, ele explicou o que tornava Gilmour tão especial aos seus olhos.

"Foi incrível. Ele é um cara ótimo, incrível, muito generoso com seu tempo e com seu dinheiro.

Ele vendeu sua casa em Londres por dois milhões de libras e doou tudo para os sem-teto. É um cara muito inteligente que realmente pensa sobre sua música.

Acho que é isso que o torna um guitarrista tão bom. Ele realmente pensa sobre as coisas que toca", declarou.

Mas Slade foi ainda mais enfático quando o assunto passou para a importância de Gilmour dentro do Pink Floyd. Para o baterista, o sucesso alcançado pelo grupo não foi simplesmente uma questão de sorte, e a chegada do guitarrista teve um peso fundamental em sua história.

"As pessoas me dizem: 'Ah, o Pink Floyd teve sorte'. Eu digo que eles não tiveram sorte, mas sim tiveram Gilmour.

Eles não estariam em lugar nenhum sem David Gilmour", afirmou, deixando bastante clara sua opinião sobre o antigo companheiro de trabalho. A parceria entre os dois também acabou proporcionando uma situação curiosa.

Slade contou que, no mesmo dia em que aceitou o convite para trabalhar com Gilmour, recebeu um telefonema de Jimmy Page. O ex-guitarrista do Led Zeppelin estava formando uma banda com Paul Rodgers e queria contar com o baterista, que, entretanto, já havia assumido o compromisso anterior.

"Eu tinha ido a um pub para almoçar e tomei algumas cervejas. Já tinha dito 'sim' para Gilmour.

Atendi o telefone. 'Olá, Jimmy Page aqui.' Pensei que era trote.

Só que não, não era; era realmente Jimmy Page", recordou Slade. Ao explicar que não poderia aceitar imediatamente, ouviu do guitarrista que a banda poderia esperar.

E foi o que aconteceu. Slade permaneceu na estrada com Gilmour por aproximadamente nove ou dez meses e posteriormente se juntou a Page, Rodgers e Tony Franklin no The Firm.

A experiência com o Pink Floyd, porém, continuou ocupando um lugar especial em suas lembranças, principalmente pela admiração que desenvolveu pelo músico que, em sua opinião, foi fundamental para o sucesso de uma das maiores bandas do rock.

Publicação Original Whiplash whiplash.net
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →