O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que um eventual próximo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá de enfrentar o desafio de reduzir a taxa de juros no Brasil, sem dar cavalo de pau na economia. “A taxa de juros do Brasil tem que ser estabilizada. Nós temos que encarar, para esse governo Lula 4, a questão da taxa de juros”, afirmou o ministro em entrevista à TV Bandeirantes. Durigan disse que a redução dos juros depende, entre outros fatores, da melhora das contas públicas. Ele afirmou que o governo pretende ampliar gradualmente o superávit primário, sem provocar mudanças abruptas na condução da economia nem comprometer políticas públicas. “Vamos atingir superávits crescentes, a partir do próximo ano. Em 2028, 2029 e 2030, a gente vai chegar a um superávit bem maior, da ordem de 1,5% do PIB”, declarou. Segundo o ministro, a estratégia é fazer o ajuste fiscal de forma gradual, preservando a previsibilidade econômica, a segurança jurídica e evitando impactos negativos sobre setores como construção civil e áreas atendidas por políticas sociais. Durigan: "Sem dar cavalo de pau" “Vamos continuar melhorando as contas públicas, gerando superávit, mas de maneira gradual, sem dar cavalo de pau na tua vida, sem gerar incerteza e imprevisibilidade”, afirmou.
Na avaliação de Durigan, o equilíbrio fiscal é necessário para criar condições para a redução dos juros, mas o ajuste precisa ser compatível com a continuidade do crescimento econômico, a geração de empregos e a redução da inflação. O ministro defendeu, ainda, a continuidade da implementação da reforma tributária do consumo. O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato de oposição, vem falando em rever diversos pontos da reforma.
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